quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

“Do meu cantinho com Amor”

O Papa Francisco no dia 11 de janeiro, dedicou a sua catequese semanal de quarta-feira à questão dos falsos ídolos, advertindo os fiéis contra a tentação de depositarem a sua fé em coisas que não podem corresponder. “Às vezes procuramos um Deus que possa moldar-se às nossas exigências e intervir mágicamente para mudar a realidade e torna-la como nós queremos. Um ídolo que, enquanto tal, não pode fazer nada. É impotente e mentiroso. Mas nós gostamos dos ídolos, agradam-nos tanto!” 

Francisco ilustrou esta questão com um episódio que presenciou nos seus dias de arcebispo de Buenos Aires. “Uma vez, enquanto ia de uma igreja para outra, uns mil metros, ao caminhar passei por um parque e nesse parque havia pequenas mesas – tantas, tantas – onde estavam sentados os videntes. E havia imensa gente a fazer fila. Dava-se-lhes a mão e eles começavam. Mas o discurso era sempre o mesmo: ‘Há uma mulher na tua vida, uma sombra que aparece, mas tudo vai correr bem…’ Depois pagava-se.” 

“É isto que te dá segurança? É a segurança de uma – permitam-me a palavra – estupidez. Ir ao vidente, ou à vidente, que leem as cartas, isto é um ídolo! Isto é um ídolo. E quanto nos agarramos muito a eles, compramos falsas esperanças”, insistiu o Papa, contrastando-a com a “esperança da gratuidade que nos trouxe Jesus Cristo gratuitamente, dando a vida por nós. Aquela em que às vezes não confiamos.” 

O Catecismo da Igreja Católica afirma que “todas as formas de adivinhação devem ser rejeitadas”. Entre as variadas formas de adivinhação, o Catecismo menciona as seguintes: “recurso a Satanás ou aos demónios, evocação dos mortos ou outras práticas supostamente reveladoras do futuro. A consulta dos horóscopos, a astrologia, a quiromancia, a interpretação de presságios e de sortes, os fenómenos de vidência, o recurso aos médiuns, tudo isso encerra uma vontade de dominar o tempo, a história e, finalmente, os homens, ao mesmo tempo que é um desejo de conluio com os poderes ocultos. Todas essas práticas estão em contradição com a honra e o respeito, penetrados de temor amoroso, que devemos a Deus e só a Ele” (CIC 2116).

Na Bíblia está escrito que a feitiçaria, magia, adivinhação do futuro, qualquer tipo de conversa com os mortos, toda a forma de superstições, ou seja, tudo aquilo a que chamamos ocultismo, é abominável aos olhos de Deus, inclusive, essas manifestações são consideradas uma forma de idolatria, de adoração a outros deuses.

Querer conhecer o futuro é pretender ser igual a Deus – pretensão tão soberba quanto absurda. Porém, tem implícito e escondido algo muito mais grave e perigoso porque é uma forma camuflada de permitir ao diabo entrar nas nossas vidas.

Satanás não conhece o futuro pois este só a Deus pertence, o recurso a entidades espirituais que não são Deus é algo muito perigoso, é como abrir uma porta ao demónio que, quando entra, sabemos que faz estrago. 

Quem participa nestas idolatrias pode não ter nenhuma relação com o mal, mas é bom que esteja ciente de que se está a disponibilizar para ser influenciado por espíritos nefastos e, como sempre ouvimos dizer, o diabo não dorme…

Devemos confiar a nossa vida à Providência divina, confiar em Deus como o Pai que Ele é. E sejamos prudentes não apelando nem permitindo que um terrorista da pior espécie desfaça e destrua a humanidade, porque afinal essa é a sua principal intenção.

Depende um pouco de todos nós não deixar que o diabo ande à solta no mundo, na sociedade e dentro das nossas vidas.

Queremos paz e sabemos onde a encontrar não temos desculpa se não agimos em conformidade. Não somos ovelhas sem pastor, mas temos a liberdade de escolher a Deus ou ao diabo, sabendo de antemão o preço que nos custa e a responsabilidade que paira sobre as nossas escolhas.

Às vezes é bom parar para pensar nestas aparentes banalogias e não nos deixarmos arrastar pelas vozes da confusão e de influências perniciosas.

Do meu cantinho com amor peço-vos que não tenhais medo mas estejais atentos e vigilantes. Porque o diabo existe única e exclusivamente para nossa perdição afastando-nos de Deus.
 
Suzana Maria de Jesus



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