quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

O mundo não se pode calar. Beja sai à rua pela paz

13 dez, 2016 - 07:28 • Rosário Silva

Cáritas reforça necessidade de não se ficar alheio aos acontecimentos gerados pela guerra, “sob pena de sermos cúmplices de um verdadeiro massacre que deveria envergonhar o mundo”.

Foto: DR

A Cáritas Diocesana de Beja convida toda a comunidade para uma manifestação pública pela paz, num “alerta para a situação ultrajante em que vivem muitos migrantes por causa da guerra”.;

A iniciativa acontece esta terça-feira e surge na sequência da campanha nacional “10 Milhões de Estrelas – Um Gesto pela Paz”. Para chegar mais longe, a Cáritas e o seu projecto “+ Próximo” em colaboração com diversos grupos, paróquias, escuteiros, escolas e parceiros da rede social, unem-se numa atitude de alerta para a situação em que vivem muitos migrantes.

“Estão a passar uma fase horrível, à procura das mais básicas condições para a sua subsistência e esta é uma forma de alertar, mas também de nos e obrigar-nos a não sermos cúmplices deste massacre que nos envergonha”, refere à Renascença Fátima Prazeres.

A vice-presidente da Cáritas bejense reforça a necessidade de não se ficar alheio aos acontecimentos gerados pela guerra, em particular no Médio Oriente e na Síria, “sob pena de sermos cúmplices de um verdadeiro massacre que deveria envergonhar o mundo, particularmente os que têm responsabilidades políticas”.

No Natal, é habitual “estarmos com a família, ter uma mesa farta e distribuir presentes”, mas “temos de nos lembrar de quem nada tem e quando digo nada, é mesmo nada”, destaca a responsável.

“São pessoas como nós”, acrescenta, “que se vêem obrigadas a fugir do seu país porque vivem situações que ferem gravemente a sua dignidade e colocam em risco a sua sobrevivência e das suas famílias”.

As Portas de Mértola, na cidade de Beja, foi o local escolhido para a manifestação pela paz, às 17h00, mas a iniciativa alarga-se a toda a diocese, já que muitas paróquias aderiram.

“Vamos ter formas diferentes de nos manifestarmos de acordo com quem organiza. Nuns pode haver cânticos, noutros minutos de silêncio, música, dança, aquilo que for, desde que reúna gente de boa vontade” que queira apoiar este gesto simbólico.

“Nós sabemos que não vamos conseguir a paz”, diz Fátima Prazeres, mas “podemos reflectir e pode ser já esta terça-feira quando nos juntarmos numa primeira iniciativa do género que pode vir a ter continuidade”.

Aos participantes é apenas pedido que levem consigo uma vela.

“Pode ser a da nossa da campanha ‘10 Milhões de Estrelas’, mas pode ser uma outra qualquer. O importante é que façam parte deste grupo, dando visibilidade a um gesto simples para dizermos que, aqui em Beja, estamos contra a guerra e queremos ajudar quem não vai ter um Natal como nós nem tem as mais básicas condições de sobrevivência”, remata a vice-presidente da Cáritas Diocesana de Beja.

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