quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

“Natal 2016! Uma luz resplandece nas trevas!”…


Uma luz fulgurante, resplandecente, que irrompe e brilha através das densas trevas, oferecendo à humanidade tão carente, a verdadeira paz. Guiados por essa luz aproximemo-nos do Presépio. Encontramos Maria e José com o Deus – Menino, o Príncipe da Paz, que nasceu para nós, e para a humanidade de todos os tempos, até ao Juízo Final. O glorioso nascimento do Menino Jesus constitui uma inesgotável fonte de salvação. E, invariavelmente – sobretudo neste ano tão atravessado por ameaças, convulsões e terrores – o convite que nesta festividade mais uma vez nos é feito vem carregado de promessas: Junto do Deus – Menino podemos encontrar a verdadeira paz, como aconteceu com os pastores e os Reis Magos. Mas por Ele somos também convidados a ir ao encontro dos irmãos mais pequeninos e feridos do nosso tempo, que precisam do nosso acolhimento, amor e ajuda.

Na pobreza do Presépio de Belém, recebemos o convite para o desprendimento do supérfluo e o compromisso com os mais necessitados. Por isso mesmo, o Natal de Jesus é ensinamento e uma ordem…É na pessoa desses “ pequeninos”, que também hoje Jesus espera e quer ser reconhecido, acolhido, hospedado e amado. Sem dúvida, celebrar o Natal de Jesus não consiste apenas em recordarmos que Jesus nasceu na história humana, mas que hoje e sempre quer nascer no nosso coração, nas nossas famílias, comunidades e no mundo.

Desde sempre nos encantou ver as ruas, lojas, casas e as igrejas das nossas cidades e aldeias com enfeites e luzes! O Presépio nas famílias e ruas das cidades fala-nos do cumprimento da promessa de salvação feita por Deus, enviando-nos o Messias prometido, esperado e anunciado pelos profetas. 

É o presépio que nos indica que o homenageado principal da festa é e deve ser sempre Jesus E que o Natal de Jesus é um sinal permanente que nos fala do amor de Deus, mas ao mesmo tempo nos interpela com a pergunta: que lugar é que o Deus – Menino da gruta de Belém, ocupa hoje na minha vida? Infelizmente devemos reconhecer que, para alguns de nós, mesmo cristãos, Ele ainda não é a prioridade da festa natalícia!

A Bíblia relata que Jesus no seu tempo veio ao mundo e que os seus não O reconheceram e, por isso, não O acolheram.

Perguntemo-nos: hoje é diferente?!

O que devemos fazer para que o verdadeiro Natal de Jesus, não se transforme apenas num tempo de consumo ou num banquete de família?

Jesus nasceu na gruta de Belém e quer hoje nascer na gruta do nosso coração! Que lugar Lhe reservamos? Como o preparamos?!

Neste nosso mundo em que abundam dificuldades e carências de todo o género, Jesus espera também ser reconhecido nos pobres, nos doentes, nos refugiados… e nas crianças feridas e abandonadas! Nunca o esqueçamos: “Tudo o que fizeres ou deixares de fazer a um dos meus irmãos mais pequeninos é a Mim que o fazes”…

Estamos em vésperas do Natal. A celebração consciente e alegre do Nascimento de Jesus Cristo, em cada ano, não depende das condições sociais e individuais do momento. Quanto maior for a angústia, tanto mais cresce a expetativa de uma superação do mal-estar reinante, através da comemoração do Natal de Jesus.

O Natal é um apelo atual dirigido a cada um, no sentido de viver e anunciar a mensagem do Presépio. Recordemos as lições esquecidas que brotam da mangedoura: Há ali um ambiente religioso, com a presença do Menino – Deus, de seus Pais – Maria e José – as vozes dos Anjos, a homenagem dos Pastores, dos Reis Magos…Vislumbra-se uma magnífica riqueza, através da pobreza do estábulo. A felicidade que tem o seu lugar ali, no meio da carência de bens materiais: reconhecemos até o início do itinerário da Redenção da Humanidade: da Gruta de Belém ao suplício do Gólgota, à vitória da Ressurreição… até ao Pentecostes!

E Maria Santíssima aí estava sempre presente!

Figura amável, materna, que está e continua, também nos nossos dias, na História da Igreja, da Humanidade e do nosso País – (neste ano particularmente, em que celebramos agradecidos e jubilosos, o Centenário das Aparições de Nossa Senhora em Fátima, em 1917!), e que assim permanecerá até ao fim dos tempos!

Feliz Centenário! Um Santo Natal!


Maria Helena Marques
Prof.ª Ensino Secundário



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