sábado, 19 de novembro de 2016

Para que não se sape o Sol com a peneira…

Muito se tem escrito sobre este tema polémico onde todos opinam sem nada se descortinar do que realmente se trata.
 
Seria normal que este assunto a ser debatido no Parlamento no próximo mês de Janeiro não fosse uma questão política, mas sim ética (que é disso que se trata) e que não pode ser regulamentado só por alguns: o Direito à Vida desde o nascimento até à morte natural.
 
“Eutanásia é matar” por muitas justificações e rodeios que tentem ofuscar esta verdade. Por isso, há necessidade de grandes esclarecimentos e de grandes debates para que não se tape “o sol com uma peneira”.
 
Há muitas e variadas posições sobre este tema: políticos, médicos, enfermeiros, psicólogos, psiquiatras…
 
Recentemente cinco Bastonários da Ordem dos Médicos assinaram uma carta na qual se opõem frontalmente à eutanásia, considerando que esta prática “não é mais do que tirar a vida” e que os médicos que o façam negam a profissão. O médico compromete-se a defender a vida e não a tirá-la.
 
A “Igreja nunca deixará de defender a vida como bem absoluto para o homem, rejeitando todas as formas de cultura de morte”.
 
Quando um doente pede a morte, o que ele quer é que lhe tirem as dores. Hoje, com o grande avanço da medicina é possível dar qualidade de vida ao doente.
 
Os Cuidados Paliativos são um bom caminho de apoio para dar assistência a casos mais graves porque a inviolabilidade da vida faz parte dos Direitos do Homem.
 
O problema maior da nossa sociedade é o abandono dos idosos; este sim é que é o verdadeiro problema. São estas situações extremas que levam a pessoa a pedir a morte. É um grave dilema social para o qual há que trabalhar e tentar solucionar e não resolvê-lo “matando” porque é o caminho mais fácil.

Adelaide Figuinha
Professora





1 comentário:

  1. mas eu á muito que defendo esta ideia e o mais triste e revoltante é que os grupos políticos que dizem defender o povo são os primeiros a lançar bases para se darem estes crimes

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