terça-feira, 8 de novembro de 2016

Jubileu: Sem-abrigo de todo o mundo encontram-se com o Papa Francisco


Presidente da Cáritas Portuguesa diz que a delegação de Portugal é composta por 160 pessoa e que seis sem-abrigo vão estar com o Papa numa audiência privada

Lisboa, 08 nov 2016 (Ecclesia) – O presidente da Cáritas Portuguesa disse que Portugal vai participar com uma delegação de 160 pessoas na celebração do ‘Jubileu das Pessoas Socialmente Marginalizadas’, entre 11 e 13 de novembro, seis dos quais vão ser recebidos pelo Papa.

Eugénio Fonseca referiu que entre os participantes de Portugal encontram-se algumas pessoas que “vivem na rua, outras em quatros que as instituições conseguiram alugar” e também as que residem nas próprias instituições.

“Pessoas em processo de procura de novo projeto de vida, mais digno para a sua condição de ser pessoas”, acrescentou, assinalando que existem outras pessoas que ainda estão “nessa busca e este encontro poderá ser muito importante”.

De Portugal participam cinco Cáritas diocesanas, nomeadamente a de Lisboa, a Comunidade Vida e Paz, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, O Ninho e O companheiro.

A celebração do jubileu dedicado às pessoas sem-abrigo e as que se encontram em diferentes situações de precariedade e pobreza é o último grande encontro antes das celebrações que encerram o Ano Santo Extraordinário, a 20 de novembro.

“O significado é aquilo que o Papa Francisco tem procurado fazer, não é mais do que o que o Evangelho pede, pormos os pobres em primeiro lugar e terminar com estas pessoas, desde vítimas de prostituição, sem-abrigo, extrema pobreza. Quer dizer que a misericórdia é realmente a possibilidade que estas pessoas têm de se regenerar”, desenvolveu Eugénio Fonseca, frisando que, por ser o último, tem “um significado muito interessante”.

O presidente da Cáritas Portuguesa pediu às comunidades católicas em Portugal que lembrem nas Eucaristias deste domingo o Jubileu da Pessoa Sem-abrigo, propondo que seja incluída uma intenção para  ‘Oração dos Fiéis’.

Do programa para além da audiência privada com o Papa Francisco, onde participam seis elementos da delegação portuguesa, o Jubileu de Pessoas Socialmente Marginalizadas vai propor aos participantes catequeses, a celebração do sacramento da Reconciliação e a Missa de encerramento, no domingo, dia 13.

“Quando se encerrarem as portas santas, espero que não se fechem as portas do coração e as que se abriram que se mantenham no mesmo dinamismo”, desejou Eugénio Fonseca no contexto da dinâmica gerada pelo Ano Santo da Misericórdia.

PR/CB


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