quarta-feira, 12 de outubro de 2016

ONU: Secretário de Estado do Vaticano elogia «percurso» de António Guterres

D. Pietro Parolin diz que português vai enfrentar tarefa difícil num mundo em mudança

Fátima, 12 out (Ecclesia) – O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, manifestou hoje em Fátima a sua satisfação pela nomeação de António Guterres como secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), elogiando o “percurso” do português.

 “A nomeação de António Guterres é um motivo de satisfação”, disse o chefe da diplomacia da Santa Sé, em conferência de imprensa, antes do início das celebrações da peregrinação internacional de outubro, no 99.º aniversário das Aparições na Cova da Iria.

A Santa Sé tem estatuto de “observador” na ONU.

“Posso manifestar satisfação por esta nomeação, é uma pessoa que tem um grande trajeto, um grande percurso – sei que trabalhou aqui,  como político -, sobretudo como alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados”, assinalou D. Pietro Parolin, em resposta a uma questão da Agência ECCLESIA.

O cardeal italiano realçou que o futuro secretário-geral da ONU soube “gerir” a problemática dos refugiados, que hoje é de “extrema atualidade” e de “extrema gravidade”, elogiando depois as “referências” da vida de Guterres, um católico assumido.

O secretário de Estado do Vaticano deixou votos de felicidades para a nova missão do responsável português, sublinhando que “não será um trabalho fácil”.

O líder da diplomacia da Santa Sé recordou que já há algum tempo se vem discutindo a reforma da ONU de forma a que esta possa dar “respostas eficazes e construtivas” de paz, reconciliação e superação de conflitos.

“Desejo verdadeiramente que o senhor Guterres possa trabalhar neste sentido”, com todos os membros da ONU, para que as Nações Unidas possam ser “casa comum” que toma “a peito os problemas e das dificuldades do mundo de hoje”.

António Guterres foi proposto pelo Conselho de Segurança da ONU para suceder a Ban Ki-moon, no início de 2017.

A decisão deve ser ratificada esta quinta-feira pela Assembleia-Geral das Nações Unidas, a quem compete formalizar a eleição.

OC



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