sábado, 29 de outubro de 2016

Igreja/Ensino: Isabel Capeloa Gil é a sexta reitora da Universidade Católica

Foto Agência ECCLESIA/Arlindo Homem - Tomada de posse de
Isabel Capeloa Gil como reitora da Universidade Católica
Portuguesa
Ser «mais comunidade do que estrutura», fomentar a internacionalização e a investigação são as prioridades para projetar uma «universidade nova»

Lisboa 28, out 2016 (Ecclesia) - Isabel Capeloa Gil, professora catedrática da Faculdade de Ciências Humanas, tomou hoje posse como reitora da Universidade Católica Portuguesa (UCP) e afirmou que quer construir uma “universidade nova”, que seja “mais comunidade que estrutura” e marcada pela “internacionalização”.

A cerimónia de tomada de posse decorreu no auditório Cardeal Medeiros, em Lisboa, e foi presidida por D. Manuel Clemente, cardeal-patriarca de Lisboa e magno chanceler da Universidade Católica Portuguesa.

A nova reitora afirmou no seu discurso que este "novo ciclo" quer respeitar "a força das origens", procurando responder a um "momento difícil" para as universidades e o país.

Isabel Gil falou numa "liderança inteligente", por parte da UCP, com o seu direito a ser "voz crítica e discordante", em defesa da liberdade de ensino e de investigação.

“Não somos obra perfeita, somos projeto, e risco”, referiu a nova reitora da UCP, acrescentando que “a missão da universidade é situar-se na vanguarda, transgredir produtivamente as fronteiras do conhecimento, experimentar, explorar com nobre objetivo de melhor a condição humana”.

Isabel Capeloa Gil disse que a nova universidade liga a “catedral à nuvem”, “tem um espaço, mas não tem muros” e “será grande na medida em que for mais comunidade do que estrutura física”.

Para a reitora da UCP, a nova universidade “projeta-se ainda numa relação ambiciosa com o mundo, fomentando a internacionalização dos alunos, acolhendo culturas distintas e respeitando a diferença das 90 nacionalidades de estudantes que frequentam” e “alargando o espaço da conversação académica e científica”.

Isabel Capeloa Gil afirmou que o futuro da UCP determina-se por “quatro linhas mestras” definidas no Plano Estratégico 2015-2010 e que passam por “posicionar a investigação como suporte fundamental do ensino” e “incutir um modelo de internacionalização integrada”.

“Desenvolver-se segundo um modelo de especialização inteligente, sustentado na integralidade ética; e promover a sustentabilidade financeira dos seus projetos académicos e de investigação” são outras duas orientações para os próximos anos.

A responsável manifestou "gratidão" pela escolha para este cargo, com a sua equipa reitoral, com quem quer "cultivar a oportunidade", apresentando uma UCP "socialmente inclusiva" e "atenta às fragilidades do mundo".

Na mesma ocasião, tomaram posse como vice-reitores Teresa Lloyd-Braga, professora catedrática da Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais; José Tolentino Mendonça, professor associado da Faculdade de Teologia; Miguel Athayde Marques, professor auxiliar da Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais; e Luis Gustavo Martins, professor auxiliar da Escola das Artes.

A equipa inclui ainda, como pró-reitor, Fernando Ferreira Pinto, professor auxiliar da Faculdade de Direito, e como administradora Maria Helena de Almeida, professora auxiliar convidada da Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais.

Maria da Glória Garcia, reitora cessante, recordou as decisões “muito duras e difíceis” que teve de tomar e agradeceu a “confiança depositada” em si nos últimos “quatro árduos anos”.

Isabel Maria de Oliveira Capeloa Gil nasceu a 22 de julho de 1965 em Mira, Coimbra; tem doutoramento em Língua e Cultura Alemãs na Faculdade de Ciências Humanas da UCP, da qual foi diretora desde 2005 e 2012.

A UCP, criada em 1967, é reconhecida pelo Estado como instituição universitária livre, autónoma e de utilidade pública.

A Concordata entre a Santa Sé e a República Portuguesa assinada em 2004 afirma no seu artigo 21.º a “especificidade institucional” da Universidade Católica.

OC/PR


in




Sem comentários:

Enviar um comentário