segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Ecumenismo: Papa pede orações para viagem à Suécia, na «comemoração da reforma» protestante

Encontro do Papa com peregrinos luteranos no Vaticano. Foto: Osservatore Romano
Cerimónias vão reunir católicos e luteranos para «caminho de fraternidade» conjunto

Cidade do Vaticano, 30 out 2016 (Ecclesia) – O Papa pediu hoje orações pela viagem que vai realizar à Suécia entre segunda e terça-feira, para participar em cerimónias ecuménicas que assinalam os 500 anos da “reforma” de Martinho Lutero.

“Vou realizar uma viagem apostólica à Suécia, por ocasião da comemoração da reforma, que vai reunir católicos e luteranos na recordação e na oração. Peço-vos a todos que rezeis para que esta viagem seja uma nova etapa no caminho de fraternidade rumo à plena comunhão”, declarou, perante milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro para a recitação do ângelus.

Na sua tradicional catequese, Francisco convidou todos a superar os “preconceitos” e a ver as pessoas com “os olhos de Deus, que não para no mal passado, mas vislumbra o bem futuro”.

Já esta sexta-feira, numa entrevista divulgada por duas revistas ligadas aos Jesuítas, ‘La Civiltà Cattolica’ (Itália) e ‘Singum’ (Suécia), o pontífice argentino aludiu à separação entre Igrejas, promovida após o “gesto de reforma” de Martinho Lutero, no século XVI.

“Não se pode ser católicos e sectários. É preciso tender para estarmos juntos com os outros”, declarou.

O Papa vai passar por Lund e Malmo, entre 31 de outubro e 1 de novembro, para encontros com representantes da Federação Luterana Mundial.

Francisco afirma que Martinho Lutero quis, inicialmente, promover “um gesto de reforma num momento “difícil” para a Igreja.

“Depois, este gesto - também por causa de situações políticas, pensemos também no ‘cuius regio eius religio’ — tornou-se um ‘estado’ de separação e não um ‘processo’ de reforma de toda a Igreja”, explica.

A Santa Sé apresentou esta semana a viagem do Papa à Suécia como um evento “inédito” por juntar católicos e luteranos nos 500 anos da reforma de Lutero.

O porta-voz do Vaticano, Greg Burke, disse em conferência de imprensa que o objetivo da visita de Francisco a Malmo e Lund é sublinhar o percurso de católicos e luteranos no diálogo ecuménico, em particular nos últimos 50 anos.
O Papa foi convidado pela Igreja Católica na Suécia, pelo governo local e pela Federação Luterana Mundial, numa viagem que tem como tema ‘Do conflito à comunhão: unidos na esperança’.

Francisco vai chegar a Malmo pelas 11h00 (menos uma em Lisboa) de segunda-feira, sendo recebido pelo primeiro-ministro sueco antes da visita à família real, no palácio de Lund.

O programa do primeiro dia na Suécia completa-se com uma oração na Catedral Luterana de Lund e um encontro ecuménico na Arena Malmo, perante 30 delegações luteranas.

Francisco vai ser acompanhado neste encontro pelo cardeal Kurt Kock, presidente do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos (Santa Sé), pelo presidente da Federação Luterana Mundial, Munib A. Younan, e o secretário-geral deste organismo, Martin Junge.

A viagem conclui-se a 1 de novembro, dia em que a Igreja Católica celebra a solenidade de Todos os Santos, com a Missa presidida pelo Papa no Swedbank Stadion, em Malmo.

O principal documento dos 50 anos de diálogo teológico católico-luterano é a declaração conjunta sobre a Doutrina da Justificação (31 de outubro de 1999).

Em 2013, a Comissão Internacional de Diálogo Católica-Luterana pela Unidade publicou um documento intitulado ‘Do conflito à Comunhão – Para uma comemoração comum da Reforma em 2017’.

A 23 de setembro de 2011, Bento XVI visitou o antigo convento dos Agostinhos em Erfurt, Alemanha, onde viveu Martinho Lutero (1483-1546), antes de promover a separação de Roma.

OC




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Itália: Sismo destrói Basílica de São Bento em Núrsia

Terra voltou a tremer na localidade que viu nascer fundador dos Beneditinos

Lisboa, 30 out 2016 (Ecclesia) – O novo terramoto que atingiu hoje a região central da Itália destruiu a Basílica de São Bento, em Núrsia, revelaram os monges que ali residem.

“A Basílica de São Bento, a histórica igreja construída sobre o local do nascimento de São Bento, foi destruída pelo mais recente sismo”, assinala a comunidade religiosa, em comunicado divulgado através da internet.

Segundo os últimos balanços das autoridades, o sismo não provocou vítimas mortais, tendo danificado vários edifícios.

Os abalos sísmicos têm-se sucedido na Itália deste o terramoto de 24 de agosto que provocou dezenas de mortes e elevados danos materiais.

São Bento de Núrsia (c. 480-c. 547), fundador dos Beneditinos, começou a praticar vida eremítica em Subiaco, onde reuniu um grupo de discípulos, e passou mais tarde para Montecassino, onde fundou um célebre mosteiro e escreveu a sua 'Regra', sintetizada na expressão 'ora et labora' (reza e trabalha), cuja difusão lhe valeu o título de pai do monaquismo ocidental.

OC


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Braga: Missa traduzida em Língua Gestual na Basílica dos Congregados

Todos os domingos, na Eucaristia das 12h00

Braga, 25 out 2016 (Ecclesia) – A Basílica dos Congregados, na Arquidiocese de Braga, começa hoje a "traduzir a Eucaristia das 12h00 em Língua Gestual Portuguesa.

“Oferecer uma maior atenção pastoral adaptada à comunidade católica surda” da cidade de Braga era, segundo o reitor da basílica, padre Paulo Terroso, uma “necessidade” sentida pelos sacerdotes desse arciprestado, explica, num vídeo publicado hoje através da rede social Facebook.

 “Estou convicto que este poderá ser o primeiro passo fundador de uma Pastoral do Surdo em Braga que atenderá às necessidades específicas deste mundo de silêncio”, acrescenta o sacerdote.

O reitor da Basílica dos Congregados convida também todas as pessoas que “têm amigos surdos” a partilhar o vídeo para que o serviço seja divulgado e anunciado.

CB


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Raphael Sako: "Estas son nuestras tierras, son cristianas y vamos a regresar"

Sako, en los alrededores de Mosul

El patriarca caldeo visita las localidades que rodean Mosul

"Es importante no emigrar, sino quedarse aquí, en nuestra tierra"
Redacción, 29 de octubre de 2016 a las 11:18

Sako, en Mosul
Una visita cargada de "tristeza y sufrimiento" por la destrucción que provocó el Estado islámico (EI), pero también de "gran esperanza" y de un sentimiento de "espera", aguardando el retorno inminente y el inicio de una "nueva reconstrucción", señaló el patriarca caldeo, Louis Raphael I Sako, tras realizar una visita por las localidades de la Llanura del Nínive que rodean Mosul, y que días atrás fueron liberadas por el ejército iraquí y las milicias kurdas. En algunos de estos pueblos, las campanas de las iglesias han vuelto a sonar por primera vez después de más de dos años.

El patriarca caldeo visitó, acompañado por el obispo auxiliar Basel Salim Yaldo, las ciudades de Bartella, Karmles, Qaraqosh, Teleskof, Baqofa y Batnaya cuyos habitantes -casi todos cristianos- habían huido ante el avance de las milicias yihadistas, y que ahora, la mayoría de ellos, viven como refugiados en el Kurdistán iraquí.

El primado de la iglesia caldea constató en persona las devastaciones que sufrieron estas poblaciones durante la ocupación yihadista, incluidos los túneles y refugios subterráneos escavados en los edificios de culto cristianos que habían sido ocupados como bases logísticas de las milicias del Daesh. Algunas zonas de las ciudades visitadas están cerradas y no se puede acceder debido a las minas anti-persona colocadas por los yihadistas antes de su retirada.

En cada una de las iglesias que visitó, el patriarca rezó para pedir que regrese la paz y la estabilidad en la región. Con su visita, el patriarca quiso recordar que las ciudades liberadas en el pasado estaban habitadas por cristianos, expresando su esperanza de que regresen pronto los bautizados a las ciudades de la Llanura de Nínive, definidas por el patriarca como "nuestra Tierra Santa".

"Estas son nuestras tierras -afirmó- las tierras y aldeas cristianas. Nuestra presencia está ligada a estos lugares, y volveremos aquí apenas las condiciones lo permitan". Y es también por esto que "es importante no emigrar, sino quedarse aquí, en nuestra tierra".

La visita del patriarca duró unas 12 horas. "Rezamos rezado en cada iglesia por la paz y la estabilidad de la región" y nos "encontramos con los generales" que están conduciendo la campaña militar contra el Estado islámico". "Les hemos dicho que fueron muy valientes", explicó monseñor Sako a la agencia AsiaNews.

Fueron precisamente los altos mandos del ejército iraquí y de las milicias Peshmerga quienes "volvieron a colocar las cruces en las iglesias" y "lo han hecho con orgullo". Se trata de militantes sunitas, chiíes, árabes y kurdos que "definieron mi visita a la zona como un honor", algo que también es "fuente de esperanza". Por mi parte, agregó, "quiero agradecerles por el trabajo que están haciendo" y "les auguro muchas victorias y la liberación final de Mosul".

Mar Sako afirmó que, durante la visita, no tuvo miedo, sino una "tristeza y sufrimiento" por los bombardeos, por la devastación, por la destrucción de centros y de viviendas y por "la profanación de las iglesias por parte del Estado islámico". Los yihadistas "quemaron todo, demolieron las cruces y dejaron escritas leyendas injuriosas y amenazas contra los cristianos". Los daños provocados por las bombas son de larga data, agrega el patriarca caldeo, pero los daños a los lugares de culto "son mucho más recientes, probablemente fueron realizados antes de huir".

Los militares, prosiguió el primado caldeo, "nos acompañaron a lo largo de un trayecto de más de 200 km" en los que "recorrimos calles destruidas y afrontamos grandes riesgos". "Soy consciente del hecho de que dimos un paso muy peligroso -subrayó- pero ser pastor también requiere de coraje. El mensaje que he querido dar es: Estas son ‘nuestras tierras' y estamos dispuestos a regresar".

(RD/Aica)



 


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San Alonso Rodríguez – 31 de octubre

«Después de perder esposa e hijos, consiguió formar parte de la Compañía de Jesús. Convirtió la portería del colegio Montesión, de Palma de Mallorca, en un fecundo escenario apostólico. Uno de sus discípulos fue san Pedro Claver»


San Alonso Rodríguez
San Alonso Rodríguez

(ZENIT – Madrid).-  Este santo portero del convento mallorquino de Montesión de los padres jesuitas, nació en Segovia, España, el 25 de julio de 1531. Fue el tercero de los once hijos habidos en el matrimonio compuesto por Diego Rodríguez y María Gómez de Alvarado, prósperos comerciantes de paños. La característica principal de su niñez fue su amor a la Virgen, con la que mantuvo celestiales coloquios. Siempre mostró una devoción singular por el misterio de la Inmaculada, y rezaba el Oficio parvo dedicado a Ella. Comenzó a formarse con los padres franciscanos, pero a los 10 años escuchó predicar al beato jesuita Pedro Fabro, que entabló una entrañable relación con toda su familia, y se ocupó de prepararle para su primera comunión.

A los 14 años se hallaba estudiando con los jesuitas de Alcalá cuando murió su padre y tuvo que regresar para ayudar a su madre en los asuntos de la familia. Luego quedó solo al frente de la gestión de los negocios, una misión para la que realmente no tenía cualidades, y se casó con María Juárez, hija de un acomodado ganadero. Se afincaron en Segovia y fueron viniendo los hijos. Pero los perdió a todos. La niña murió nada más nacer; luego lo hizo su esposa al dar a luz a un niño. Por si fuera poco, un año más tarde, falleció su madre y, a continuación, su último hijo. Ya no tenía nada. Al haber vendido su negocio con anterioridad, convivió junto a dos hermanas solteras y aprendió a dialogar con Dios. Ellas le ayudaron en este difícil momento que atravesó, abrumado por sus pecados a los que culpaba de tantas tragedias.

En una visión vislumbró el gozo del cielo y se arrepintió de su vida pasada. Se centró en la oración convirtiéndose en un severo penitente; confesaba y comulgaba todas las semanas. Se planteó ser jesuita, pero tenía en su contra la edad, una frágil salud y falta de formación. Luís de Santander, rector del colegio que los jesuitas tenían en Segovia, no le disuadió formalmente. Pero sí le recomendó que prosiguiese estudiando. Por eso, en 1569 se trasladó a Valencia. Comenzó a cursar latín con vías a una posible ordenación sacerdotal costeándose los gastos con su trabajo en casa de una marquesa. Hubo un momento en que había tenido que mendigar. No sin cierto pudor, que tuvo que vencer, estudiaba junto a unos niños. Luego fue en pos de un ermitaño que entabló amistad con él y quiso disuadirle de su empeño de ser jesuita. Vio que estaba sucumbiendo a una tentación y lo dejó.

Regresó a Valencia, dejando nuevamente en suspenso sus estudios, para iniciar otro intento de ingreso en la Compañía. Se puso a merced del padre Santander, quien le hizo ver que hasta ese momento parecía seguir sus dictados y no los de Dios. Entonces Alonso respondió: «Os prometo que jamás en mi vida volveré a hacer mi propia voluntad. Haced de mí lo que queráis». Con ayuda del religioso acometió el sueño que le guiaba de ser jesuita, aunque no pudiera ser sacerdote. La negativa de quienes dilucidaban qué hacer con él estaba en el aire, cuando el superior padre Antonio Cordesses terció rotundo: «Recibámoslo para santo».

En 1571 fue aceptado como «hermano lego» por el provincial, y tras finalizar el noviciado partió a Palma de Mallorca. Le encomendaron la portería del colegio de Montesión y desempeñó esta misión durante casi cuarenta años, hasta que sus fuerzas se lo impidieron. Nadie podría haber imaginado que el ángel de bondad que franqueaba la puerta a todos, viendo en ellos a Cristo, sufría aridez, era escrupuloso y padecía violentas tentaciones contra la castidad de las que en alguna ocasión le rescató la Virgen. «En las tentaciones he sido más de doscientas veces mártir», reconocía. Experimentaba desolación y el mero hecho de meditar le generaba muchos dolores. Es como si los sufrimientos y mortificaciones que realizaba desde hacía años, no dieran su fruto. «El demonio –afirmaba– es un gran bachiller». Pero no se desesperó, ni se desanimó. Haciendo acopio de paciencia seguía perseverando y sirviendo humildemente en la misión que tenía: abrir la puerta. Y al final experimentó una intensísima presencia de Jesús y de María que le colmaban de místicos consuelos.

En 1585 profesó los últimos votos. En 1604 a demanda de sus superiores inició sus Memorias autobiográficas, que culminó en 1616. Su obediencia seguía intacta. Cuando, cumplidos más de 70 años y hallándose muy enfermo, para probar su virtud lo destinaron a la India, automáticamente se dirigió a la puerta diciendo: «Tengo orden de partir a las Indias», ante lo cual el superior intervino, de lo contrario se habría ido. Así era su obediencia y disposición, tan literal que asombraba. Humildemente decía que «obedecía a lo asno». Y el juicio de sus hermanos era: «Este hermano no es un hombre, sino un ángel». Nunca reparó en la actitud de aquellos a los que abría la puerta, que no siempre era correcta, y les entregaba lo mejor de sí: «Es que a Jesús que se disfraza de prójimo, nunca lo podemos tratar con aspereza o mala educación». Cuando escuchaba el sonido de la campana, profería un gozoso: «¡Ya voy, Señor!». Y engarzaba sus jornadas de trabajo y oración cincelando a conciencia en su corazón una hermosa filigrana de caridad con la que íntimamente coronaba a quienes pasaban por el convento: «Allí viene el humilde. Ahí, el obediente. Allá viene el que jamás se enoja. Ese es el que vive en viva fe. Viene el de gran pobreza. Ese es prudente. Hacia acá viene el piadoso».

Tan intensa llegó a ser la presencia continua de Dios para él, que era de todo punto imposible alejarlo por un momento de sí, como una vez le sugirió su superior para dejar descansar su mente, cuando ya era de avanzada edad. Estuvo adornado con diversos carismas, entre otros: visiones, discernimiento y milagros. Falleció el 31 de octubre de 1617. León XII lo beatificó el 25 de mayo de 1825. León XIII lo canonizó el 15 de enero de 1888. Ese día era elevado a los altares junto a Juan Berchamns y Pedro Claver uno de sus dilectos discípulos, como se vio en esta sección de ZENIT.

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domingo, 30 de outubro de 2016

El Papa: ‘La mirada de Jesús va más allá de los pecados y los prejuicios’

Texto completo de las palabras del Santo Padre en la oración del ángelus


El Papa en el ángelus - CTV
El Papa en el ángelus - CTV

(ZENIT – Ciudad del Vaticano).- El papa Francisco, como cada domingo, se ha asomado a la ventana del estudio en el Palacio Apostólico del Vaticano, para rezar el ángelus con los fieles y los peregrinos reunidos en la plaza de San Pedro. 

Estas son las palabras del Santo Padre para introducir la oración mariana:

Queridos hermanos y hermanas, ¡buenos días!

El Evangelio de hoy nos presenta un hecho sucedido en Jericó, cuando Jesús llegó a la ciudad y fue acogido por la multitud (cfr Lc 19,1-10). En Jericó vivía Zaqueo, el jefe de los “publicanos”, es decir, de los recaudadores de impuestos. Zaqueo era un colaborador rico de los odiados ocupantes romanos, un explotador de su pueblo. También él, por curiosidad, quería ver a Jesús, pero su condición de pecador público no le permitía acercarse al Maestro; aún más, era de baja estatura; por eso sube a un árbol, una higuera, en el camino por donde Jesús tenía que pasar.

Cuando llega cerca de ese árbol, Jesús levanta la mirada y le dice: Zaqueo, baja en seguida porque hoy he de quedarme en tu casa” (v. 5). ¡Podemos imaginar el estupor de Zaqueo! ¿Pero por qué Jesús dice ‘he de quedarme en tu casa’? ¿De qué deber se trata? Sabemos que su deber supremo es realizar el diseño del Padre sobre la humanidad, que se cumple en Jerusalén con su condena a muerte, la crucifixión y, al tercer día, la resurrección. Es el diseño de salvación de la misericordia del Padre. Y en este diseño está también la salvación de Zaqueo, un hombre deshonesto y despreciado por todos, y por eso necesitado de conversión. De hecho, el Evangelio dice que, cuando Jesús lo llamó, “comenzaron todos a criticar a Jesús, diciendo que había ido a quedarse en casa de un pecador” (v. 7). El pueblo ve en él un villano, que se ha enriquecido a costa del prójimo. Y si Jesús hubiera dicho “baja tú, explotador, traidor del pueblo y ven a hablar conmigo para hacer cuentas’ seguro el pueblo hubiera aplaudido. Pero aquí comenzaron a murmurar. Jesús va a su casa, el pecador, el explotador. 

Pero Jesús, guiado por la misericordia, le buscaba precisamente a él. Y cuando entra en casa de Zaqueo dice: “Hoy ha llegado la salvación a esta casa, porque este hombre también es descendiente de Abraham. Pues el Hijo del hombre ha venido a buscar y salvar lo que se había perdido” (vv. 9-10). La mirada de Jesús va más allá de los pecados y los prejuicios; y esto es importante  y debemos aprenderlo, la mirada de Jesús va más allá de los pecados y los prejuicios, ve a la persona con los ojos de Dios, que no se detiene en el mal pasado, sino que ve el bien futuro; no se resigna a la clausura, sino que se abre siempre a nuevos espacios de vida; no se detiene a las apariencias, sino que mira al corazón. Y aquí ha mirado el corazón herido de este hombre, herido del pecado, la avaricia, cosas feas que había hecho Zaqueo y mira este corazón herido y va ahí. 

A veces tratamos corregir y convertir a un pecador reprochándole, echándole en cara sus errores y su comportamiento injusto. La actitud de Jesús con Zaqueo nos indica otro camino: el de mostrar a quien se equivoca su valor, ese valor que Dios continúa viendo a pesar de todo. A pesar de todos sus errores. Esto puede provocar una sorpresa positiva, que enternece el corazón y empuja a la persona a sacar lo bueno que tiene. Es el dar confianza a las personas que le hace crecer y cambiar. Así se comporta Dios con todos nosotros: no está bloqueado por nuestro pecado, sino que lo supera con el amor y nos hace sentir la nostalgia del bien. Y esto, todos hemos sentido esta nostalgia del bien después de un error. Y así hace nuestro Padre Dios, así hace Jesús. No existe una persona que no tiene algo bueno. Esto mira Dios para sacarlo del mal. 

La Virgen María nos ayude a ver lo bueno que hay en las personas que encontramos cada día, para que todos sean animados a sacar la imagen de Dios impresa en su corazón. ¡Y así podemos alegrarnos por las sorpresas de la misericordia de Dios! Nuestro Dios, que es el Dios de las sorpresas. 

Después del ángelus:

Queridos hermanos y hermanas, ayer, en Madrid, fueron proclamados beatos José Antón Gómez, Antolín Pablos Villanueva, Juan Rafael Mariano Alcocer Martínez y Luis Vidaurrázaga, mártires, asesinados en España el siglo pasado, durante la persecución contra la Iglesia. Eran sacerdotes benedictinos. Alabamos al Señor y encomendamos a su intercesión a los hermanos y las hermanas que lamentablemente todavía hoy, en distintas partes del mundo, son perseguidos por la fe en Cristo.

Expreso mi cercanía a la población del centro de Italia afectada por el terremoto. También esta mañana ha habido un fuerte movimiento. Rezo por los heridos y por las familias que han sufrido mayores daños, como también por el personal que trabaja en las labores de socorro y asistencia. El Señor Resucitado les dé fuerza y la Virgen les cuide.

Saludo con afecto a todos los peregrinos de Italia y de distintos países, en particular a los procedentes de Ljubliana (Eslovenia) y de Sligo (Irlanda). Saludo a los participantes de la peregrinación mundial de los peluqueros y esteticistas, la Federación Nacional Procesiones y Juegos históricos, los grupos juveniles de Petosino, Pogliano Milanese, Carugate y Padua. Saludo también a los peregrinos de Unitalsi de Cerdeña. 

Los próximos dos días realizará un viaje apostólico a Suecia, con ocasión de la conmemoración de la Reforma, que verá a católicos y luteranos reunidos en el recuerdo y en la oración. Os pido a todos que recéis para que este viaje sea una nueva etapa en el camino de fraternidad hacia la plena comunión.

Os deseo un feliz domingo, hay buen sol, y una buena fiesta de Todos los Santos. Por favor, no os olvidéis de rezar por mí. ¡Buen almuerzo y hasta pronto!


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Igreja/Ensino: Católica vai abrir curso de Medicina centrado na defesa da vida


Concluir um projeto que tem 30 anos é um desejo de Isabel Capeloa Gil no mandato como reitora da UCP onde a Teologia é uma «ciência nodal»

Lisboa, 29 out 2016 (Ecclesia) – A reitora da Universidade Católica Portuguesa disse à agência Ecclesia que tem “garantias muito sólidas” para conclui o processo de abertura de um curso de Medicina, com um “projeto académico diferenciador” e centrado na “defesa inabalável da vida”.

Isabel Capeloa Gil não diz que o processo esteja “concluído dentro de um ano”, mas afirmou estar determinada em concretizar o projeto, que “tem 30 anos”, de abrir um curso de Medicina na Universidade Católica Portuguesa (UCP), o primeiro numa universidade não estatal.

“A defesa de um modelo de medicina católico, centrado na defesa inabalável da vida é algo que é essencial ao desenvolvimento das grandes universidades católicas”, sublinhou a reitora da UCP, no dia da tomada de posse, esta sexta-feira.

Isabel Capeloa Gil adiantou que o “projeto académico teria de ser diferenciador” e é necessário garantir o suporte financeiro que o curso de Medicina exige.

“O modelo que está agora a ser implementado consegue conciliar estas duas dimensões e em breve daremos notícias felizes para todos os que desejam ver um curso de Medicina católico em Portugal”, acrescentou.

Numa entrevista que vai ser emitida no programa 70x7 deste domingo (RTP2, 13h30), Isabel Capeloa Gil adiantou as prioridades para o mandato que agora inicia como reitora da UCP e disse que o curso de Teologia é “nodal” para a Universidade Católica

Para a responsárel pela UCP, a Teologia “é uma área viva”, que a universidade vai “cultivar e desenvolver na intercessão com outras Faculdades” e, como noutras áreas do saber, é “absolutamente internacionalizável e há passos que estão a ser dados de forma muito ambiciosa nesse sentido”.

Isabel Capeloa Gil disse que a Teologia “não é só uma área para a formação de sacerdotes” e recordou o trabalho que desenvolveu, enquanto vice-reitora da UCP no mandato que agora terminou para que fosse reconhecida como “ciência” pelas fundações de fomento à investigação.

“Portugal e França eram  - agora é só a França - os únicos países europeus onde a teologia não era considerada nas fundações de fomento à investigação. Os projetos teológicos eram apresentados em Filosofia. E essa situação alterou-se”, lembrou.

Isabel Capeloa Gil referiu uma das “lutas” que travou junto da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) foi pelo reconhecimento da Teologia “avaliáveis e mensuráveis” pela fundação, o que conseguiu.

A reitora da UCP explica também a internacionalização em curso na academia, onde 13% dos alunos são estrangeiros, de 90 nacionalidades, referindo que “tem de ser um processo integrado”, o que que passa antes de mais pela estruturação interna.

Nesta entrevista, gravada no dia da tomada de posse, a reitora da UCP explica os projetos que vai tentar implementar durante o mandato de quatro anos que agora inicia, nomeadamente a iniciativa ‘Católica I&I’ (Católica Investigação e Inovação), ‘Católica Talentos’ (que propõe uma nova abordagem à gestão de talentos e à sua promoção) e ‘Católica 4.0’ (para digitalizar e simplificar as estruturas).

Isabel Capeloa Gil referiu-se também à identidade da Universidade, afirmando que a “relação” e o “testemunho” são os modos fundamentais de garantir a sua identidade católica.

A entrevista à reitora da Universidade Católica Portuguesa, Isabel Capeloa Gil, é emitida este domingo, às 13h30, na RTP2.
PR


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sábado, 29 de outubro de 2016

Un museo público de Estonia se burla de la Virgen María y el obispo luterano salta para defenderla

Los visitantes debían patear un holograma de María

El obispo luterano hizo una auténtica defensa de la Virgen María

Cari Filii  29 octubre 2016

Estonia es considerado el país menos religioso del mundo. En este pequeño territorio pegado al Báltico menos del 20% de su población se declara creyente de alguna religión. Desde el siglo XVI esta república ha sido mayoritariamente luterana pero el paso del comunismo arrasó mayoritariamente la fe de sus gentes.

De hecho, el censo de 2011 mostraba que en este país de 1,3 millones de habitantes apenas había 108.000 luteranos y unos 6.000 católicos.

Este año, el Museo Nacional de Estonia, público, está exhibiendo una muestra para conmemorar la Reforma Protestante en su quinto centenario.

Sin embargo, se ha producido una gran polémica en el país debido a que en el museo en una de las piezas se ofende gravemente a la Virgen María. Incluso las autoridades eclesiásticas luteranas han salido rápidamente a criticar esta supuesta atracción 'cultural'.

La atracción que consiste en destruir a la Virgen
En la exposición destaca un stand en el que aparece una imagen virtual de la Virgen María, concretamente de Nuestra Señora de Gracia.

Todo visitante que pase por delante puede dar una patada en una zona marcada para ello y en ese instante la imagen de María se rompe en pedazos y en su lugar aparece la palabra “Reforma”. Entonces el proceso vuelve a empezar para que otro visitante pueda hacer añicos de nuevo a la Virgen.

El museo ofrece pegar una patada para destruir la Virgen

El Museo Nacional de Estonia defiende esta ofensa asegurando que se trata de una“representación artística de iconoclasia”.

Pero lo cierto es que esta supuesta atracción del museo ni siquiera ha gustado a los propios luteranos. De hecho, el arzobispo Urmas Viilma, de la iglesia evangélica luterana de Estonia, ha arremetido contra la exposición asegurando que se burla de la religión e insulta los sentimientos de los creyentes.

A través de su Facebook este joven obispo luterano de 44 años asegura que “la Virgen María no es para un gran número de creyentes una figura histórica que ha caído en el olvido sino una realidad hoy en día. Esto es una burla y un insulto a los sentimientos de los creyentes”.

"La Virgen facilita nuestra salvación"
Pero este arzobispo no sólo se quedó en una mera crítica oficial al Museo Nacional sino que fue mucho más allá e hizo una acérrima defensa de la madre de Jesús.

Urmas Viilma, arzobispo luterano de Estonia

“La Reforma protestante fue en gran parte un movimiento político y económico, además de un cisma religioso. La Virgen no fue parte de ese mal. Su papel en el mundo sirvió para facilitar nuestra salvación. Ella no se merece, por su santo nombre, ser profanada”, afirmó este obispo.

Aún así su defensa de la Virgen fue a más y agregó que María “no es meramente una figura o una idea sino una verdadera santa que habita con Dios. Ella está siempre presente en la Tierra junto a los fieles e intercede por nosotros”. El arzobispo Viilma insistió en que “como Madre de Dios merece el máximo respeto y a no ser tratada irrespetuosamente”.

La mayoría de los protestantes no admiten la intercesión de los santos desde el Cielo (incluyendo a María), pero el luteranismo en los países bálticos y escandinavos se mantuvo muy cercano a muchas doctrina populares y litúrgicas católicas y algunos jerarcas las mantienen, como se ve en este caso.

La Iglesia Católica en Estonia
Su defensa de María cobra más valor pues Estonia es un país en el que apenas hay católicos. Su único obispo, el francés del Opus Dei Philippe Jourdan, cuenta que los 50 años de represión soviética y de siglos de luteranismo abrieron el paso a una mentalidad individualista en el que apenas nadie cree.

En una entrevista, Jourdan afirmaba que hay unos 6.000 católicos en el país. “La mitad son estonios, todos conversos a partir del final de los años soviéticos. Los demás procedes de regiones católicas de la antigua Unión Soviética: Bielorrusia, Ucrania y Lituania”.

Explicaba el obispo católico que "cada año formamos unos 50 o 60 conversos. Quizá podríamos formar más si tuviéramos más sacerdotes que hablasen estonio. Esta dificultad lingüística es una limitación". Y es que en Estonia sólo hay 15 sacerdotes católicos; de ellos, sólo cuatro son nativos: tres estonios y un ruso nacido en Estonia.

Artículo publicado originariamente en la Fundación Cari Filii

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Antonia dell Atte dice que tras su enfermedad «mi fe quedó reforzada; perdoné a los que me dañaron»

Famosa modelo de Armani, ahora retirada de las pasarelas

Antonia Dell Atte
Sorprendentes declaraciones de Antonia Dell´Atte en ¡HOLA! tras superar su grave enfermedad: "Mi fe quedó reforzada hasta el extremo de recibir el Sacramento de la Confirmación… Ahora sólo me queda casarme".

ReL  29 octubre 2016

Antonia Dell’Atte, exmujer del famoso Conde Lequio y muy conocida por haber sido modelo de Armani, habitual del famoseo, las revistas del corazón y los platós de televisión, ha sorprendido con sus últimas declaraciones concedidas a la revista ¡HOLA!

Dell’Atte ha mostrado su lado más íntimo y espiritual en las páginas de papel cuché contando cómo le ha marcado su grave enfermedad detectada en 2012.

"Recé como jamás lo había hecho"
La famosa modelo tuvo que enfrentarse a un “hipertiroidismo galopante” que desembocó en una inflamación muy grave de la córnea. “Recé como jamás lo había hecho, y soy de rezar cada día y de llevar un rosario en mi bolsillo”, dijo en ¡HOLA!

Recibir el Sacramento de la Confirmación
Superada la enfermedad, “mi fe quedó reforzada hasta el extremo de recibir el Sacramento de la Confirmación… Ahora sólo me queda casarme”.

Un camino espiritual... y el perdón a los que le hicieron daño
“Siempre he sido una persona creyente, pero en los últimos años he hecho un gran camino espiritual. Cuando estuve enferma pensaba que iba a morirme sin haber perdonado a todas las personas que me hicieron daño, sin haber podido devolver todo lo que la vida me ha dado… y hasta sin haberme casado por la Iglesia”.

En paz, enamorada y boda por la Iglesia
Dell’Atte señala que después de 25 años soltera vuelve a estar "enamorada" y dispuesta a cumplir su mayor deseo: “casarse por la Iglesia”.

"Es la primera vez que hablo de esto y no es un juego para mí. Llevaré un traje no muy blanco y no quiero regalos. Va a ser increíble", cuenta.

Una nueva ilusión

Antonia ha reconocido que tiene una nueva ilusión y que va a dar un paso más porque está “mejor que nunca, en paz, sana, ilusionada, muy agradecida y con grandes planes de vida”.

Atrás quedan los difíciles momentos 
Firmada la paz ya hace años con Alessandro Lequio; su exmarido, y con su hijo Clemente, ya independizado, a la antigua modelo de Armani le ilusiona iniciar una nueva etapa tras realizar un camino espiritual que le ha posibilitado perdonar a los que le hicieron daño y retomar su fe católica recibida en la familia. 

Recrear el pasado en la viña de sus padres 
“Cuando era pequeña me levantaba a las cuatro de la mañana para trabajar en la viña de mis padres. Me encantaba vendimiar y se me daba bien, hasta que un día pensé que era demasiado guapa y que había que conocer otros mundos… Entonces me descubrió Armani. De la viña a las mejores pasarelas. Más de treinta años después de aquellas vivencias, ha sido increíble volver a cortar uva en un paraíso como éste”.



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"Lutero fue un reformador en un momento difícil, puso la Palabra de Dios en manos de los hombres"


El Papa Francisco, junto a la estatua de Martín Lutero
Francisco defiende la reforma en una entrevista a La Civilità Cattolica antes de viajar a Suecia


"El proselitismo es una actitud pecaminosa, que pretende convertir la iglesia en una organización"
Jesús Bastante, 28 de octubre de 2016 a las 17:54


(Jesús Bastante).- "Lutero fue un reformador en un momento difícil, dio un gran paso para poner la Palabra de Dios en manos de los hombres". Pocos días antes de su viaje a Suecia para participar en la conmemoración ecuménica de los 500 años de la Reforma luterana, el Papa Francisco ha concedido una entrevista a La Civilità Cattolica, en la que habla de los retos del ecumenismo, las tentaciones del proselitismo y el martirio de los cristianos en Oriente Medio.


"A mí me viene una sola palabra, cercanía. Mi esperanza es poder estar más cerca de mis hermanos y hermanas. La cercanía hace bien a todos. La distancia nos hace daño. Cuando nos alejamos, nos cerramos en nosotros mismos, y no hay unidad, somos incapaces de encontrarnos. Debemos empezar a encontrarnos unos a otros. Si no lo hacemos, enfermaremos de división. Mi esperanza es poder dar un paso hacia adelante, para estar más cerca de mis hermanos y hermanas, que viven en Suecia", incide el Papa cuando se le pregunta por los objetivos de su visita.

Sobre Lutero, Francisco confiesa que "sólo puedo pensar en dos palabras: 

Reforma y Escritura". Y es que, para el Papa, "Lutero fue un reformador en un momento difícil para la Iglesia. Lutero quiso poner remedio a una situación compleja. Después, en parte por situaciones políticas, y también religiosas, esa reforma se convirtió en separación y no en un proceso de reforma de toda la Iglesia, porque la Iglesia es semper reformanda". Del mismo modo, Bergoglio asegura que "Lutero dio un gran paso para poner la Palabra de Dios en manos de los hombres".


Para el Papa, "la reforma y la escritura son fundamentales para profundizar en la tradición luterana", como él mismo pudo comprobar "en las congregaciones previas al cónclave", en las que "los deseos de reforma estaban vivos y presentes en nuestros debates".



"El diálogo teológico debe continuar, es un camino a seguir" sostiene, rotundo, el Papa, que recuerda el "gran documento ecuménico sobre la Justificación". "Por supuesto, hay dificultades, pero hay que continuar el diálogo teológico", añade Bergoglio, quien insiste en que "debemos perseverar en el entusiasmo por la oración y las obras de misericordia en común, es decir, el trabajo para ayudar a los enfermos, los pobres, los que están en prisión. Hacer algo juntos es una forma alta y eficaz de diálogo. También creo que la educación. Es importante trabajar juntos y no forma sectaria".


En todo, caso, "debemos tener muy claro que el proselitismo es pecado", subraya Francisco, quien recuerda cómo "Benedicto XVI ya dijo que la Iglesia no crece por proselitismo, sino por atracción. El proselitismo es una actitud pecaminosa, que pretende convertir la iglesia en una organización".


Frente a esta actitud, el Santo Padre propone otra: "Hablar, rezar, trabajar juntos: este es el camino que debemos tomar. Cuando los cristianos son perseguidos y asesinados lo son por ser cristianos, no porque sean luteranos, calvinistas, anglicanos, católicos u ortodoxos. Hay un ecumenismo de la sangre".


Sobre la matanza de Niza, el Papa recordó la reciente reunón de Asís, en la que "todos hemos dicho que no se puede hacer la guerra en nombre de la religión, o de Dios. Eso es una blasfemia, es satánico".


Sobre el terrorismo, Francisco incidió en que "toda persona es capaz de convertirse en un terrorista con el simple uso de la lengua. No hablo de los conflictos que se hacen abiertamente, como la guerra. Estoy hablando de un terrorismo solapado, oculto, que tira palabras como bombas", y eso duele mucho (...) Es necesario un cambio profundo de corazón para vencer esta tentación ".


Sobre la situación de los cristianos en Oriente Medio, el Papa se mostró convencido de que "el Señor no abandonará a su pueblo". En su opinión "Oriente Medio es una tierra de mártires".


Recordando su visita a Lesbos, Bergoglio narró cómo "me encontré con un padre con dos hijos. Me dijo que estaba enamorado de su esposa. Él es musulmán y ella era cristiana. Cuando llegaron los terroristas, querían llevarse la cruz, y ella se negó, y fue sacrificada delante de su marido y sus hijos. Y siguió diciéndome: 'Yo la amo tanto, que la quiero tanto'. Sí, es una mártir. Pero el cristiano sabe que hay esperanza. La sangre de los mártires es semilla de nuevos cristianos".





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Suécia: Secretário de Estado do Vaticano destaca «momento histórico» da viagem do Papa

Cidade do Vaticano, 29 out 2016 (Ecclesia) – O secretário de Estado do Vaticano considerou um “momento histórico” a visita do Papa à Suécia, pelos 500 anos da reforma protestante, num caminho de “reconciliação” e procura de unidade.

“Acho que podemos falar de um momento histórico, um marco no caminho da reconciliação e da unidade de pesquisa conjunta entre as Igrejas e comunidades eclesiais. E esse momento tão importante é o fruto do diálogo que se desenvolveu ao longo dos últimos cinquenta anos, a partir do Concílio Vaticano II”, disse o cardeal Pietro Parolin.

Em entrevista ao Centro Televisivo do Vaticano, o responsável observou que o aniversário da Reforma Protestante foi sempre comemorado “num espírito de confronto e, talvez, de hostilidade”.

Por isso, “pela primeira vez”, católicos e luteranos com a visita do Papa Francisco à Suécia, vão “comemorar juntos” o quinto centenário da reforma protestante, nos dias 31 de outubro e 1 de novembro.

“Hoje, a opção ecuménica é irreversível e, apesar das dificuldades, temos de avançar corajosamente. Nesse sentido, a comunidade católica na Suécia pode trabalhar em conjunto com a comunidade luterana por causa do testemunho cristão”, comentou o secretário de Estado do Vaticano, destacando o “grande estímulo” que é a presença do pontífice argentino.

No programa está previsto um momento de celebração e testemunho destinado às novas gerações, na cidade de Malmo, que segundo o líder da diplomacia da Santa Sé vai ser “um momento de festa e alegria”

“Os jovens são chamados na primeira pessoa a este desafio porque são o futuro e a esperança, como já dissemos muitas vezes, a Igreja. Vão apelar de uma forma especial este momento de celebração, que também deve resultar em um compromisso de um testemunho comum”, explicou, destacando também, na mesma ocasião, a assinatura de um acordo entre a secção do serviço para o mundo da Federação Luterana Mundial e a Cáritas Internacional.

O cardeal Pietro Parolin sublinha que “é muito importante” encontrar áreas comuns em que esse testemunho pode ser traduzido.

“Acredito que a solidariedade com o passado e a defesa e proteção das áreas comuns da casa pode ser o compromisso realmente sério e eficaz”, exemplificou.

Numa sociedade secularizada com apelos do Papa Francisco à ‘cultura de encontro’, o secretário de Estado do Vaticano observa que comunhão significa “superação do individualismo, do fechamento, a retirada em si mesmos na origem de muitos conflitos”.

“Será importante para um testemunho comum. Devem também ir contra o materialismo, que é um fechamento de nosso horizonte apenas para os valores da terra, para terrenas realidade, nenhuma abertura ao transcendente, sem abertura a Deus”, acrescentou.

Já o biblista argentino Marcelo Figueroa, num artigo publicado na edição deste sábado do jornal do Vaticano, refere que comemorar significa “fazer memória de quanto aconteceu nestes cinco séculos nos quais reconhecemos com tristeza que muitas vezes nos apaixonámos pelo conflito”.

“Hoje felizmente estamos a realizar uma longa, difícil, mas espiritual busca conjunta rumo a uma leitura cristocêntrica e orante da palavra de Deus”, acrescentou o teólogo protestante no artigo ‘A comunhão ecuménica como caminho eucarístico’ no ‘Osservatore Romano’ onde começa por escrever que “a divisão entre cristãos é um escândalo”.
 
CB/OC


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Igreja: D. António Marto alerta para «escolarização» da catequese

DR
Bispo de Leiria - Fátima deixou o aviso nas Jornadas Nacionais que decorrem até domingo

Fátima, 29 out 2016 (Ecclesia) - O bispo de Leiria Fátima, D. António Marto, alertou hoje para o perigo da "escolarização da catequese" afirmando ser necessário "distinguir" a etapa própria das crianças da dos adolescentes.

"Há o grande perigo da escolarização da catequese: de olharmos para a catequese da mesma forma como se olha para escola, onde se vai aprender e onde se entregam os filhos ao cuidado dos professores, neste caso ao cuidado dos catequistas", alertou o responsável em declarações à Agência ECCLESIA, a propósito das Jornadas Nacionais de Catequese, que decorrem em Fátima até amanhã.

Segundo o prelado é necessário "distinguir a etapa da catequese das crianças e dos adolescentes", que, afirma, "requer outra pedagogia e método sobretudo para não ser uma doutrinação e escolarização".

O bispo de Leiria - Fátima destaca o trabalho que tem sido feito para "auscultar as bases, em especial junto das crianças e dos adolescentes" de forma a tornar a catequese "mais vivencial e menos doutrinal" e com uma pedagogia adequada "para o mundo novo" da era digital e virtual.

Mas, sublinha D. António Marto, "é necessário um maior envolvimento das famílias".

"A catequese não é mera doutrina, mas leva à fé, com um estilo de vida. Não se aprende teoricamente, mas em osmose, em família e na comunidade cristã".

O responsável apontou ainda Maria como "pedagoga" que ensina a uma "vivência de fé em família".

"Temos de conhecer bem o lugar e a missão de Maria, na vida de Jesus e da Igreja", saudou, sublinhando a importância de estender a todas as diocese do país a celebração do centenário das aparições em Fátima como forma de "um maior conhecimento de Maria dentro da história da salvação".
OC/LS


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