domingo, 31 de julho de 2016

Panamá acolherá a JMJ em 2019

O Santo Padre anuncia o lugar da próxima Jornada Mundial da Juventude


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No final da celebração eucarística no Campus Misericordiae de Cracóvia, o Papa Francisco, na sua mensagem antes da oração do Angelus, anunciou que as próximas Jornadas Mundiais da Juventude serão no Panamá em 2019.



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O Papa encerra a JMJ: ‘Deus não se importa com o celular que você tem, mas se importa com você’

Homilia do Santo Padre na última missa na Polónia


SS. Papa Francesco - Viaggio Apostolico Polonia GMG-S. Messa per la GMG

31/07/2016


@Servizio Fotografico - L'Osservatore Romano
Misa Clausura JMJ Cracovia - @Servizio Fotografico - L'Osservatore Romano

Campus Misericordiae, Cracóvia, Polónia
Queridos jovens, viestes a Cracóvia para encontrar Jesus. E o Evangelho de hoje fala-nos precisamente do encontro entre Jesus e um homem, Zaqueu, em Jericó (cf. Lc 19, 1-10). Aqui, Jesus não Se limita a pregar ou a saudar alguém, mas quer – diz o Evangelista – atravessar a cidade (cf. v. 1). Por outras palavras, Jesus deseja aproximar-Se da vida de cada um, percorrer o nosso caminho até ao fim, para que a sua vida e a nossa se encontrem verdadeiramente.

E assim acontece o encontro mais surpreendente, o encontro com Zaqueu, o chefe dos «publicanos», isto é, dos cobradores de impostos. Zaqueu era, pois, um rico colaborador dos odiados ocupantes romanos; era um explorador do seu povo, alguém que, pela sua má reputação, não podia sequer aproximar-se do Mestre. Mas o encontro com Jesus muda a sua vida, como sucedeu ou pode sucede cada dia com cada um de nós. Entretanto Zaqueu teve de enfrentar alguns obstáculos para encontrar Jesus: pelo menos três, que podem dizer algo também a nós.

O primeiro é a baixa estatura: Zaqueu não conseguia ver o Mestre, porque era pequeno. Também hoje podemos correr o risco de ficar à distância de Jesus, porque não nos sentimos à altura, porque temos uma baixa opinião de nós mesmos. Esta é uma grande tentação, que não tem a ver apenas com a auto-estima, mas toca também a fé. Porque a fé diz-nos que somos «filhos de Deus; e, realmente, o somos» (1 Jo 3, 1): fomos criados à sua imagem; Jesus assumiu a nossa humanidade, e o seu coração não se afastará jamais de nós; o Espírito Santo deseja habitar em nós; somos chamados à alegria eterna com Deus. Esta é a nossa «estatura», esta é a nossa identidade espiritual: somos os filhos amados de Deus, sempre. Compreendeis então que não aceitar-se, viver descontentes e pensar de modo negativo significa não reconhecer a nossa identidade mais verdadeira? É como voltar-se para o outro lado enquanto Deus quer pousar o seu olhar sobre mim, é querer apagar o sonho que Ele tem para mim. Deus ama-nos assim como somos, e nenhum pecado, defeito ou erro Lhe fará mudar de ideia. Para Jesus – assim no-lo mostra o Evangelho –, ninguém é inferior e distante, ninguém é insignificante, mas todos somos predilectos e importantes: tu és importante! E Deus conta contigo por aquilo que és, não pelo que tens: a seus olhos, não vale mesmo nada a roupa que vestes ou o telemóvel que usas; não Lhe importa se andas na moda ou não, importas-Lhe tu. A seus olhos, tu vales; e o teu valor é inestimável.

Quando acontece na vida diminuirmo-nos em vez de nos enobrecermos, pode ajudar-nos esta grande verdade: Deus é fiel em amar-nos, até mesmo obstinado. Ajudar-nos-á pensar que Ele nos ama mais do que nos amamos nós mesmos, que crê em nós mais de quanto acreditamos nós mesmos, que sempre nos apoia como o mais irredutível dos nossos fãs. Sempre nos aguarda com esperança, mesmo quando nos fechamos nas nossas tristezas e dores, remoendo continuamente as injustiças recebidas e o passado. Mas, afeiçoar-nos à tristeza, não é digno da nossa estatura espiritual. Antes pelo contrário; é um vírus que infecta e bloqueia tudo, que fecha todas as portas, que impede de reiniciar a vida, de recomeçar. Deus, por seu lado, é obstinadamente esperançoso: sempre acredita que podemos levantar-nos e não Se resigna a ver-nos apagados e sem alegria. Porque somos sempre os seus filhos amados. Lembremo-nos disto, no início de cada dia. Far-nos-á bem dizê-lo na oração, todas as manhãs: «Senhor, agradeço-Vos porque me amais; fazei-me enamorar da minha vida». Não dos meus defeitos, que hão de ser corrigidos, mas da vida, que é um grande dom: é o tempo para amar e ser amado.

Zaqueu tinha um segundo obstáculo no caminho do encontro com Jesus: a vergonha paralisadora. Podemos imaginar o que se passou no coração de Zaqueu antes de subir àquele sicómoro: terá havido uma grande luta; por um lado, uma curiosidade boa, a de conhecer Jesus; por outro, o risco de fazer triste figura. Zaqueu era uma figura pública; sabia que, tentando subir à árvore, se faria ridículo aos olhos de todos: ele, um líder, um homem de poder. Mas superou a vergonha, porque a atracção de Jesus era mais forte. Tereis já experimentado o que acontece quando uma pessoa se nos torna tão fascinante que nos enamoramos: então pode suceder fazermos voluntariamente coisas que de outro modo nunca teríamos feito. Algo semelhante aconteceu no coração de Zaqueu, quando sentiu que Jesus era tão importante que, por Ele, estava pronto a tudo, porque Ele era o único que poderia retirá-lo das areias movediças do pecado e da infelicidade. E assim a vergonha que paralisa não levou a melhor: Zaqueu – diz o Evangelho – «correndo à frente, subiu» e depois, quando Jesus o chamou, «desceu imediatamente» (vv 4.6). Arriscou e colocou-se em jogo. Aqui está também para nós o segredo da alegria: não apagar a boa curiosidade, mas colocar-se em jogo, porque a vida não se deve fechar numa gaveta. Perante Jesus, não se pode ficar sentado à espera de braços cruzados; a Ele que nos dá a vida, não se pode responder com um pensamento ou com uma simples «mensagem».

Queridos jovens, não vos envergonheis de Lhe levar tudo, especialmente as fraquezas, as fadigas e os pecados na Confissão: Ele saberá surpreender-vos com o seu perdão e a sua paz. Não tenhais medo de Lhe dizer «sim» com todo o entusiasmo do coração, de Lhe responder generosamente, de O seguir. Não vos deixeis anestesiar a alma, mas apostai no amor formoso, que requer também a renúncia, e um «não» forte ao doping do sucesso a todo o custo e à droga de pensar só em si mesmo e nas próprias comodidades.

Depois da baixa estatura e da vergonha incapacitante, houve um terceiro obstáculo que Zaqueu teve de enfrentar, não dentro de si mesmo, mas ao seu redor. É a multidão murmuradora, que primeiro o bloqueou e depois criticou-o: Jesus não devia entrar na casa dele, na casa dum pecador. Como é difícil acolher verdadeiramente Jesus! Como é árduo aceitar um «Deus, rico em misericórdia» (Ef 2, 4)! Poderão obstaculizar-vos, procurando fazer-vos crer que Deus é distante, rígido e pouco sensível, bom com os bons e mau com os maus. Ao contrário, o nosso Pai «faz com que o Sol se levante sobre os bons e os maus» (Mt 5, 45) e convida-nos a uma verdadeira coragem: ser mais fortes do que o mal amando a todos, incluindo os inimigos. Poderão rir-se de vós, porque acreditais na força mansa e humilde da misericórdia. Não tenhais medo, mas pensai nas palavras destes dias: «Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia» (Mt 5, 7). Poderão considerar-vos sonhadores, porque acreditais numa humanidade nova, que não aceita o ódio entre os povos, não vê as fronteiras dos países como barreiras e guarda as suas próprias tradições, sem egoísmos nem ressentimentos. Não desanimeis! Com o vosso sorriso e os vossos braços abertos, pregais esperança e sois uma bênção para a única família humana, que aqui tão bem representais.

Naquele dia, a multidão julgou Zaqueu, mediu-o de cima a baixo; mas Jesus fez o contrário: levantou o olhar para ele (v. 5). O olhar de Jesus ultrapassa os defeitos e vê a pessoa; não se detém no mal do passado, mas entrevê o bem no futuro; não se resigna perante os fechamentos, mas procura o caminho da unidade e da comunhão; único no meio de todos, não se detém nas aparências, mas vê o coração. Com este olhar de Jesus, vós podeis fazer crescer outra humanidade, sem esperar louvores, mas buscando o bem por si mesmo, felizes por conservar o coração limpo e lutar pacificamente pela honestidade e a justiça. Não vos detenhais à superfície das coisas e desconfiai das liturgias mundanas do aparecer, da maquilhagem da alma para parecer melhor. Em vez disso, instalai bem a conexão mais estável: a de um coração que vê e transmite o bem sem se cansar. E aquela alegria que gratuitamente recebestes de Deus, gratuitamente dai-a (cf. Mt 10, 8), porque muitos esperam por ela.

Ouçamos, por fim, as palavras de Jesus a Zaqueu, que parecem ditas de propósito para nós hoje: «Desce depressa, pois hoje tenho de ficar em tua casa» (v. 5). Jesus dirige-te o mesmo convite: «Hoje tenho de ficar em tua casa». A JMJ – poderíamos dizer – começa hoje e continua amanhã, em casa, porque é lá que Jesus te quer encontrar a partir de agora. O Senhor não quer ficar apenas nesta bela cidade ou em belas recordações, mas deseja ir a tua casa, habitar a tua vida de cada dia: o estudo e os primeiros anos de trabalho, as amizades e os afectos, os projectos e os sonhos. Como Lhe agrada que tudo isto seja levado a Ele na oração! Como espera que, entre todos os contactos e os chat de cada dia, esteja em primeiro lugar o fio de ouro da oração! Como deseja que a sua Palavra fale a cada uma das tuas jornadas, que o seu Evangelho se torne teu e seja o teu «navegador» nas estradas da vida!

Ao pedir para ir a tua casa, Jesus – como fez com Zaqueu – chama-te por nome. O teu nome é precioso para Ele. O nome de Zaqueu evocava, na linguagem da época, a recordação de Deus. Fiai-vos na recordação de Deus: a sua memória não é um «disco rígido» que grava e armazena todos os nossos dados, mas um coração terno e rico de compaixão, que se alegra em eliminar definitivamente todos os nossos vestígios de mal. Tentemos, também nós agora, imitar a memória fiel de Deus e guardar o bem que recebemos nestes dias. Em silêncio, façamos memória deste encontro, guardemos a recordação da presença de Deus e da sua Palavra, reavivemos em nós a voz de Jesus que nos chama por nome. Assim rezemos em silêncio, fazendo memória, agradecendo ao Senhor que aqui nos quis e encontrou.


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Himno de los Jóvenes de Panamá


Este es el himno con el que mil jóvenes de Panamá acudieron a Cracovia, recordando las enseñanzas de Juan Pablo II y conociendo la Devoción a la Divina Misericordia, en un tema cantado por varios sacerdotes y músicos del país y con imágenes hermosas del país. Ahora que se sabe que su país acogerá la JMJ en 2019 cabe esperar que se multipliquen las colaboraciones musicales para anunciar la alegría del Evangelio.


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¿Tienes miedo de morir?, dijo el yihadista a la monja tras degollar al cura. Creo en Dios, dijo ella

«Jesús no puede ser Dios y hombre, os equivocáis», dijo, cuchillo en mano

De izquierda a derecha, la primera es Huguette, la tercera Hélène, y la cuarta Danielle, las 3 monjas secuestradas por Daesh
ReL  31 julio 2016

Sucedió después de degollar al padre Jacques Hamel y después de dar por muerto, con cuatro cuchilladas, a Guy, el laico que había venido a misa a celebrar su 87º cumpleaños... allí, en la iglesia de Saint-Etienne-du-Rouvray, con el suelo ensagrentado, los yihadistas se pusieron a hablar con las dos religiosas de San Vicente de Paúl que se habían quedado. Otra religiosa, Danièle Delafosse, se había escapado. Danièle, ausente, no pudo ver este diálogo que conocemos ahora porque las otras dos hermanas lo han contado al semanario católico La Vie.

Con los dos hombres aparentemente muertos (Guy estaba consciente pero fingía haber fallecido) los yihadistas, de 19 años, se relajaron. Solo tenían que atender a unas monjas ancianas. Uno de ellos miró a la hermana Huguette Péron y le sonrió.

"Tuve derecho a una sonrisa del segundo", afirma la religiosa. "No una sonrisa de triunfo, sino una sonrisa dulce, de alguien feliz", explica.

La hermana Hélène Decaux, de 83 años, y Jeanine, la esposa de Guy, también de más de 80, pidieron sentarse. Uno de los asesinos aceptó.

"Le pedí mi bastón y me lo dio", afirma la monja.

- ¿Tú conoces el Corán? - preguntó un yihadista a Hélène, ya sentada.

- Claro, lo respeto como respeto la Biblia -respondió ella. La monja trató de reconducir la conversación. - Ya he leído varias suras. Y lo que me llegó particularmente son las suras que hablan de paz... -comentó la religiosa.

- La paz, eso es lo que queremos -respondió el yihadista. - Cuando vayáis a la televisión y habléis con los gobernantes, decid que mientras haya bombas en Siria, continuaremos con los atentados. Y habrá todos los días. Cuando paréis, pararemos.

Y a continuación, cuchillo en mano, preguntó el joven a la anciana:

- ¿Tienes miedo de morir?

- No.

- ¿Por qué? - preguntó él.

- Creo en Dios y sé que seré feliz - respondió la hermana Hélène.

En ese momento, explica a La Vie, se encomendó a la Virgen María y pensó en Christian de Chergé, el superior del monasterio trapense de Tibherin, en Argelia, asesinado con otros seis monjes en 1996 por terroristas islámicos.

El yihadista después habló con la otra religiosa, la hermana Huguette, y el tema no podía ser más teológico ni más central.

- Jesús no puede ser hombre y Dios. Sois vosotros los que os equivocáis- aseguró el asesino.

- Quizá, pero qué más da - respondió la monja, con pocas ganas de hacer teología.

"No quería acercar aceite al fuego [provocar] y no quería decirle lo que pensaba", admite. "Pensando que iba a morir, ofrecí mi vida interiormente a Dios", explica.

"Visiblemente, esperaban a la policía", considera la hermana Hélène. Poco después, los dos hombres intentaron salir utilizando a las tres mujeres como escudo humano. "Pero no se pusieron totalmente detrás de nosotras. Se podría decir que caminaban hacia la muerte".

Después la policía entró en la sacristía y los mató con dos disparos. Fue muy rápido.

La hermana Danièle afirma: "No podemos aceptar esta violencia. Esto es inaceptable. Estos no son verdaderos musulmanes".

Y la hermana Helen plantea: " No sé si ellos eran conscientes de sus acciones. No puedo entenderlo".

Los dos asesinos, recién conocidos
Los dos asesinos de 19 años se habían conocido 4 días antes a través del sistema de mensajería instantánea Telegram, según fuentes del diario Le Parisien.

Adel Kermiche y Abdel Malik Petitjean vivían a varios cientos de kilómetros de distancia. Habrían entrado en contacto por primera vez el 22 de julio a través de Telegram. Kermiche vivía en la casa de sus padres en Saint Étienne du Rouvray, en las afueras de Ruán (noroeste de Francia) mientras que Petitjean estaba domiciliado en Aix les Bains, en la región de los Alpes (este). Este último, a través de ese mismo sistema de mensajería, había lanzado un vídeo en el que, en nombre del Estado Islámico (EI), anunciaba una acción y lanzaba un mensaje para "destruir" Francia y para que otros yihadistas siguieran su ejemplo.



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La felicidad no es comodidad, no vinimos al mundo a vegetar, ¡pónganse las botas!, exhorta Francisco

En un atardecer hermoso, con el Cristo de la Divina Misericordia, Francisco exhortó a un millón de jóvenes a ser protagonistas y despertar del letargo
Vigoroso y expresivo, toda la predicación de Francisco buscaba despertar a los jóvenes y animarlos a ser protagonistas en la vida social, política, caritativa...
La fe, expresada en blanco, puede liberar a los adictos a las pantallas, los encerrados en sus mundos individuales
onrisa de Santa Faustina, intercesora por los jóvenes, cuando éstos son transformados por la fe y ganan "vida en abundancia", en el espectáculo de la vigilia de oración
Natalia estaba alejada de Dios, pero de manera misteriosa sintió la necesidad de ir a confesarse; aunque se sentía muy indigna y pecadora, en la catedral descubrió, asombrada, que era un día y una hora especial
Rand Mittri, joven católica de Aleppo, Siria, expresó la sensación de abandono y olvido que han sentido en su ciudad, desatendidos por el mundo mientras las bombas caen
Miguel, de Paraguay, venció a las drogas gracias a la comunidad Fazenda de Esperança, y ahora él ayuda a otros



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Misa final JMJ: «Ante Dios, no vale tu ropa o tu móvil; a Él le importas tú, y tú no tienes precio»

La Misa de Clausura de la JMJ congregó a más de un millón y medio de personas en el Campus Misericordiae
Muchos pasaron la noche en el Campus Misericordiae en oración
Un millón de jóvenes que han dormido poco despiertan con el sol en la explanada del Campus de la Misericordia





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Igreja: Panamá vai acolher próxima Jornada Mundial da Juventude, em 2019


Edição internacional da JMJ decorre pela primeira vez na América Central

Cracóvia, 31 jul 2016 (Ecclesia) – O Papa anunciou hoje que o Panamá vai acolher a próxima edição internacional das Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ), em 2019.

Esta é a quarta vez que a JMJ é acolhida por uma cidade americana, mas a primeira em que vai decorrer na América Central.

“A providência de Deus precede-nos sempre. Pensai que já decidiu qual será a próxima etapa desta grande peregrinação iniciada em 1985 por São João Paulo II. E, por isso, é com alegria que vos anuncio que a próxima Jornada Mundial da Juventude – depois das duas a nível diocesano – será em 2019, no Panamá”, disse Francisco, antes da conclusão da Missa de encerramento da JMJ 2016, que decorreu desde terça-feira na cidade polaca de Cracóvia.

O anúncio foi saudado por uma delegação de jovens panamenses, com bandeiras do país, que estavam junto ao altar, para assinalar o momento.

O Panamá é o país com maior percentagem de católicos na América Central: os cerca de 2,6 milhões de batizados representam 80% da população; a Igreja Católica está organizada, territorialmente, nesta nação, em oito dioceses.

Em 2015, o Papa criou cardeal o bispo D. José Luis Lacunza Maestrojuán, de David (Panamá).

O presidente do Panamá, Juan Carlos Varela Rodriguez, marcou presença em vários dos eventos da JMJ em Cracóvia, incluindo a Missa conclusiva.

No final da JMJ 2016, o Papa quis agradecer a todo os que contribuíram para o seu “bom êxito” e aos jovens que encheram Cracóvia com o “entusiasmo contagiante” da sua fé.

“Foi uma oxigenação espiritual, para poderdes viver e caminhar na misericórdia quando voltardes aos vossos países e às vossas comunidades”, disse, no ‘Campus da Misericórdia’, espaço ao ar livre que acolheu os eventos finais da JMJ de Cracóvia.

“Pela intercessão de Maria, invocamos o Espírito Santo para que ilumine e sustente o caminho dos jovens, na Igreja e no mundo, a fim de serdes discípulos e testemunhas da Misericórdia de Deus”, concluiu.

Raul, peregrino do Panamá, disse à Agência ECCLESIA e à RR que esta decisão é uma “grande bênção de Deus”, que implica “muito trabalho” e também “muita alegria”.

Jayguer Vásquez, jornalista, sublinha a oportunidade de “poder mostrar ao mundo o que é o Panamá”.

As JMJ nasceram por iniciativa de João Paulo II, após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude.

Este é um acontecimento religioso e cultural que reúne jovens de todo o mundo durante uma semana.

Cada JMJ realiza-se, anualmente, a nível diocesano no Domingo de Ramos, alternando com um encontro internacional a cada dois ou três anos numa grande cidade: em 1987, Buenos Aires (Argentina); em 1989, Santiago de Compostela (Espanha); em 1991, Czestochowa (Polónia); em 1993 em Denver (EUA); em 1995, Manila (Filipinas); em 1997, Paris (França); em 2000, Roma (Itália); em 2002, Toronto (Canadá); em 2005, Colónia (Alemanha); em 2008, Sidney (Austrália); em 2011, Madrid (Espanha); Rio de Janeiro (Brasil), em 2013; e Cracóvia (Polónia), em 2016.

CB/OC


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Boletim de Espiritualidade Nº24 - Agosto de 2016



sábado, 30 de julho de 2016

Cáritas evoca o testemunho do Pe. Jacques Hamel

E a barbárie continua. O atentado terrorista em França, na passada terça-feira, na Igreja de Saint-Etienne-du-Rouvrav, diocese de Rouen, veio mostrar uma vez mais o horror, a violência e o ódio a que se chegou em tantos lugares do mundo.
 
O assassinato bárbaro do padre Jacques Hamel, em pleno espaço sagrado para os Cristãos, empresta um significado particular a este acto hediondo, pois atinge simbolicamente todos os crentes em todos os lugares onde quer que se encontrem.
 
A Caritas Portuguesa, nesta hora de luto e de consternação, quer manifestar a sua solidariedade para com a família do sacerdote, os seus paroquianos, a Conferência Episcopal e a Caritas francesas, expressando também a confiança de que todos saberão distinguir um acto puramente odioso de toda a retórica religiosa com que o querem embrulhar.
 
Este assassinato veio recordar também a violência terrível que tem sido exercida contra as comunidades cristãs em tantas partes do mundo, mas particularmente nos países onde o ódio jihadista tem feito exercer o seu domínio.
 
Também estes cristãos devem ser recordados nesta hora de dor em que choramos a morte do padre Jacques Hamel e nos curvamos perante a sua vida de entrega total aos outros, procurando fazer o bem e levando a todos os que o conheceram a urgência de uma vida de paz e de amor.
 
A melhor forma de homenagearmos o padre Jacques Hamel, que levou até ao sacrifício da própria vida a fidelidade a Jesus Cristo, é não nos deixarmos enredar por sentimentos de ódio nem de vingança.
 
O amor vale sempre mais do que o ódio, o perdão mais do que a ofensa e a luz é sempre mais valiosa do que as trevas. As balas, as facas, as bombas e o terror serão sempre inúteis contra o amor verdadeiro. O padre Jacques, assassinado em plena Igreja, quando celebrava a Eucaristia, cumpriu plenamente a oração de São Francisco de Assis… “É dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado e é morrendo que se vive para a vida eterna.”
 
Eugénio Fonseca






Desacelerando


Nesta altura do ano em que consigo desacelerar, tenho por hábito ir buscar alguns livros que fui juntando ao longo do ano ou que tenho na mira para levar comigo nas férias. A leitura, as boas leituras são uma óptima maneira de descansar e de desligar do ano de trabalho. Apesar de ter grande parte da minha vida no iPhone, há coisas que ficam mesmo fora, uma delas é os livros. Tenho uma relação muito física com a leitura, preciso do livro, que passeia esquecido no fundo do  saco de praia e que sai como o grande aliado e companheiro, no momento em que tudo pára à nossa volta e me ligo a ele. Sempre li e sempre li de tudo, mas à medida que fui amadurecendo, fui sendo mais crítica e agora recuso-me a comprar livros por impulso (na maioria dos casos, a capa e o título são muito enganadores e o livro vira um flop) Por isso, gosto de falar com os meus amigos sobre o que lêem e antes de me atirar para a compra, tento saber mais sobre o autor, falar com quem já leu… Foi o que aconteceu esta semana, finalmente consegui ir tomar café com uma amiga, que tem energia para si e para mais mil, não pára e é como eu, uma amante de boas leituras. Em conversa falou-me de um livro super interessante que estava a ler -‘A Lebre com olhos de Âmbar’ – uma herança escondida, de Edmund de Waal, conseguiu despertar a minha curiosidade e esta vai ser a minha primeira leitura deste verão.









Isabel Alexandre



Juventude Acumulada

“Ninguém chega a velho sem ter sido primeiro jovem. Todos os velhos já foram jovens, mas nem todos os jovens têm o privilégio de chegar a velhos. (…) Tudo indica que a velhice é, de facto, a fase decisiva do desenvolvimento humano. Sim, do desenvolvimento, porque o homem não está na Terra senão para se desenvolver. (…) Há uma obra humana a realizar até à hora da morte”. Jacques Leclercq

“(…) a vida e a morte são sempre dignas na sua essência, independentemente dos contextos, pelo que se torna estranha a consideração de que há vidas e mortes que não o serão, necessitando algumas pessoas de antecipar a morte para que a mesma tenha ´dignidade` (…). Sobre que valores iremos construir a sociedade em que queremos viver e que desejamos legar?” Dr. José Manuel Silva, Presidente da Ordem dos Médicos
 
“A eutanásia legalizada representa a ruptura do laço simbólico entre as gerações: filhos, netos e, doravante, bisnetos – já que vamos tornar-nos uma sociedade a quatro gerações – saberão que podem desembaraçar-se dos idosos. No momento em que essa perspectiva se admitir e se tornar objecto de consenso social, os mais jovens não poderão deixar de considerar os mais velhos como objectos a deitar fora. Quando os “velhos” já não servirem, por estarem deprimidos ou por ainda não terem encontrado uma enfermaria capaz de não os deixar sofrer, decidir-se-á que é muito simples e, até, caridoso desembaraçarem-se deles. Nestas condições, as ligações intergeracionais que há hoje, por diversas razões, se tornam cada vez mais frágeis, enfraquecerão ainda mais. Isto já teve e continuará a ter consequências particularmente danosas para a transmissão das regras da vida em família e na sociedade e, por conseguinte, para a transmissão dos ritos, da moral, da solidariedade na qual as famílias já não são capazes de educar os seus filhos nem de inculcar-lhes regras mínimas de conduta, decide, além disso, que é legal livrar-se dos anciãos ´em alguns casos`. Este pensamento não pode deixar de conduzir à anarquia e a um generalizado afrouxamento da moral” Lucien Israel, médico oncologista.

Nas nossas sociedades há muitos anciãos, muitas pensões a pagar, muitos cuidados a prestar e na mente deste autor insinua-se uma dúvida inquietante e provocatória. E se a eutanásia e o que gira à sua volta fosse uma “solução económica”, uma resposta técnica a um problema prático, que se esconde atrás de uma morte digna? Afinal é um “tratamento” rápido e barato para os Estados e as clínicas de eutanásia passarão a ser um negócio altamente rentável, legalizado e asséptico…

Neste dia 26 de Julho em que celebramos o Dia dos Avós tenhamos bem presente a riqueza que representa para cada um de nós e de toda a humanidade em geral, a Juventude que eles foram acumulando aos longo dos muitos anos de vida, em paralelo afectos, esforços, trabalhos, preocupações, alegrias e tristezas, ingredientes básicos na vida de todas as famílias.

O homem é o único ser que sabe que vai  morrer, que enterra ou queima os seus entes queridos e lhes presta culto e homenagem. Não quebremos a cadeia dum passado tão humano como natural, não comprometamos a nossa paz de consciência que, em alturas de luto, é tão imperiosa quanto cruel em remorsos ou desassossegos, que só geram transtornos emocionais, jurídicos e psíquicos. Por favor não matem os avózinhos, eles não são velhos, só têm muita juventude acumulada, mas são nossos, representam a memória dum passado ao qual pertencemos, são um baluarte do presente em que existimos, o qual se reflectirá no futuro que queremos construir e prolongar para além dos nossos filhos, netos e bisnetos…


Maria Susana Mexia



Papa aos jovens: “Façamos todos juntos uma oração por estas pessoas que sofrem no mundo hoje”

Palavras do Papa da janela frontal do Arcebispado de Cracóvia para saudar os jovens reunidos na praça frontal


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Pela terceira noite consecutiva o Papa Francisco assomou à janela frontal do Arcebispado de Cracóvia para saudar os jovens reunidos na praça frontal. O Papa repassou esta sexta-feira, marcada por fortes emoções. Eis a transcrição de suas palavras:

“Hoje foi um dia especial. Um dia de dor. Sexta-feira é o dia em que recordamos a morte de Jesus e com os jovens concluímos o dia com o rito da Via sacra. Rezamos a Via Sacra: a dor e a morte de Jesus por todos. Estivemos unidos a Jesus sofredor. Mas não somente sofredor a dois mil anos, sofredor também hoje. Tanta gente que sofre: os doentes, aqueles que estão em guerra, os sem-tecto, os famintos, aqueles que têm dúvidas na vida, que não sentem felicidade, a salvação, que sentem o peso do próprio pecado.

Durante a tarde fui ao Hospital das crianças. Também ali Jesus sofre em tantas crianças doentes. E sempre me vem aquela pergunta: por que as crianças sofrem? É um mistério! Não existem respostas para estas perguntas….

Pela manhã também outra dor: fui a Auschwitz e a Birkenau. Recordar dores de 70 anos atrás: quanta dor, quanta crueldade! Mas é possível que nós, homens criados à semelhança de Deus, sejamos capazes de fazer estas coisas? As coisas foram feitas…. Eu não gostaria de vos deixar amargurados, mas devo dizer a verdade. A crueldade não acabou em Auschwitz, em Birkenau: também hoje. Hoje! Hoje se tortura as pessoas; tantos prisioneiros são torturados, para fazê-los falar… É terrível! Hoje existem homens e mulheres em prisões superlotadas: vivem – perdoem-me – como animais! Hoje existe esta crueldade. Nós dizemos: “Sim, ali, vimos a crueldade de 70 anos atrás. Como morriam fuzilados ou enforcados ou com gás”. Mas hoje, em tantos lugares do mundo, onde existe guerra, acontece a mesma coisa!

Nesta realidade Jesus veio para carregá-la nas próprias costas. E nos pede para rezar. Rezemos por todos “os Jesus” que hoje estão no mundo: os famintos, os sedentos, os doentes, os solitários; aqueles que sentem o peso de tantas dúvidas e culpas. Sofrem tanto… Rezemos pelos tantos doentes, crianças inocentes, as quais levam a Cruz como crianças. E rezemos por tantos homens e mulheres que hoje são torturados em tantos países do mundo; para os encarcerados que estão todos  empilhados ali como se fossem animais. É um pouco triste aquilo que vos digo, mas é a realidade! Mas é também a realidade que Jesus carregou sobre si, todas estas coisas. Também o nosso pecado.

Todos aqui somos pecadores, todos temos o peso dos nossos pecados. Não sei… se alguém aqui não se sente pecador levante a mão! Todos somos pecadores. Mas Ele nos ama, nos ama! E façamos como os pecadores, mas filhos de Deus, filhos do Pai. Façamos todos juntos uma oração por estas pessoas que sofrem no mundo hoje, por tantas coisas erradas, tanta maldade. E quando existem as lágrimas, a criança procura a mãe. Também nós pecadores somos crianças, busquemos a mãe a rezemos a Nossa Senhora todos juntos, cada um na própria língua.

Ave Maria…Desejos a vocês uma boa noite, bom descanso. Rezem por mim e amanhã continuaremos esta bela Jornada da Juventude. Muito obrigado!”.

(Fonte: Radio Vaticano)



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Francisco almoça com 13 jovens

Um dos jovens perguntou o que ele sentiu quando foi eleito. “Senti paz – respondeu Francisco – uma paz que é uma graça de Deus e me acompanha também agora”


SS. Papa Francesco - Viaggio Polonia GMG-Pranzo con i giovani

30-07-2016


@Servizio Fotografico - L'Osservatore Romano
El Papa Almuerza Con Un Grupo De Jóvenes De La JMJ De Cracovia (Oss. Romano © Photo.Va) 30-07-2016 @Servizio Fotografico - L'Osservatore Romano

O almoço do Papa, hoje, foi na companhia de 13 jovens de cinco continentes.

Um dos jovens perguntou o que ele sentiu quando foi eleito. “Senti paz – respondeu Francisco – uma paz que é uma graça de Deus e me acompanha também agora”.

Respondendo a outras perguntas, disse confessar-se a cada 15-20 dias com um franciscano e explicou que não é necessário ter vergonha de dizer os próprios pecados.

Francisco recordou a sua confissão aos 17 anos, na Argentina, que acabou tornando-se decisiva para a sua vocação. Precisamente alí experimentou a misericórdia de Deus. Para ele, a confissão é deixar-se olhar pelo amor de Deus que tudo perdoa.

Disse que cada vez que entra em uma prisão pensa que poderia ser ele a estar no lugar de um detido e que somente a graça de Deus lhe permitiu de evitar que isto acontecesse.

Depois afirmou que o desafio maior para os jovens é o de não perder a esperança e de não submeter-se àquilo que impõe o mundo.

Foi-lhe perguntado também sobre o prato preferido: “Não tenho nenhum especial – respondeu – mas gosto da cozinha polaca.



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Papa confessou 8 pessoas

Antes da missa com o clero, os religiosos e as religiosas polacas


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El Papa En El Santuario De La Divina Misericordia - CTV

Antes da missa com o clero, os religiosos e as religiosas polacas, o Pontífice visitou o santuário de onde partiu o culto da Divina Misericórdia.

Ao passar pela porta Santa do Santuário o Papa entrou no confessionário para administrar o Sacramento da reconciliação: confessou oito pessoas – cinco rapazes, duas meninas e um sacerdote – em espanhol, italiano e francês”.



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Francisco: o cristão “gosta de arriscar e sair, não forçado por sendas já traçadas, mas aberto e fiel às rotas indicadas pelo Espírito”

Homilia do Santo Padre Francisco na Celebração Eucarística no Santuário João Paulo II, em Łagiewniki


SS. Papa Francesco - Viaggio Polonia GMG-Messa Santuario S. Giovanni Paolo II

30-07-2016


@Servizio Fotografico - L'Osservatore Romano
El Papa En El Santuario De La Divina Misericordia, Polonia - @Servizio Fotografico - L'Osservatore Romano

Na manhã deste sábado, o Santo Padre Francisco presidiu a Celebração Eucarística no Santuário João Paulo II, em Łagiewniki, para sacerdotes, religiosas e religiosos,leigos consagrados e seminaristas. Eis o texto da homilia na íntegra:

***

“A passagem do Evangelho, que ouvimos (cf. Jo 20, 19-31), fala-nos de um lugar, um discípulo e um livro.

O lugar é aquele onde se encontravam os discípulos, na tarde de Páscoa; dele, apenas se diz que as suas portas estavam fechadas (cf. v. 19). Oito dias depois, os discípulos ainda estavam naquela casa, e as portas ainda estavam fechadas (cf. v. 26). Jesus entra lá, coloca-Se no meio e leva a sua paz, o Espírito Santo e o perdão dos pecados: numa palavra, a misericórdia de Deus. Dentro deste lugar fechado, ressoa forte o convite que Jesus dirige aos seus: «Assim como o Pai me enviou, também Eu vos envio a vós» (v. 21).

Jesus envia. Ele, desde o início, deseja que a Igreja esteja em saída, vá pelo mundo. E quer que o faça assim como Ele próprio fez, como Ele foi enviado ao mundo pelo Pai: não como poderoso mas na condição de servo (cf. Flp 2, 7), não «para ser servido mas para servir» (Mc 10, 45) e para levar a Boa-Nova (cf. Lc 4, 18); e assim são enviados os seus, em todos os tempos. Impressiona o contraste: enquanto os discípulos fechavam as portas com medo, Jesus envia-os em missão; quer que abram as portas e saiam para espalhar o perdão e a paz de Deus, com a força do Espírito Santo.

Esta chamada é também para nós. Como não ouvir nela o eco do grande convite de São João Paulo II: «Abri as portas»? Mas, na nossa vida de sacerdotes e pessoas consagradas, pode haver muitas vezes a tentação de permanecer um pouco fechados, por medo ou comodidade, em nós mesmos e nos nossos sectores. E, no entanto, a direcção indicada por Jesus é de sentido único: sair de nós mesmos. Trata-se de realizar um êxodo do nosso eu, de perder a vida por Ele (cf. Mc 8, 35), seguindo o caminho do dom de si mesmo. Por outro lado, Jesus não gosta das estradas percorridas a metade, das portas entreabertas, das vidas com via dupla. Pede para se meter à estrada leves, para sair renunciando às próprias seguranças, firmes apenas n’Ele.

Por outras palavras, a vida dos seus discípulos mais íntimos, como nós somos chamados a ser, é feita de amor concreto, isto é, de serviço e disponibilidade; é uma vida onde não existem – ou, pelo menos, não deveriam existir – espaços fechados e propriedades privadas para própria comodidade. Quem escolheu configurar com Jesus toda a existência já não escolhe os próprios locais, mas vai para onde é enviado; pronto a responder a quem o chama, já não escolhe sequer os tempos próprios. A casa onde habita não lhe pertence, porque a Igreja e o mundo são os espaços abertos da sua missão. O seu tesouro é colocar o Senhor no meio da vida, sem nada mais procurar para si. Assim foge das situações gratificantes que o colocariam no centro, não se ergue sobre os trémulos pedestais dos poderes do mundo, nem se reclina nas comodidades que enfraquecem a evangelização; não perde tempo a projectar um futuro seguro e bem retribuído, para evitar o risco de ficar à margem e sombrio, fechado nos muros estreitos dum egoísmo sem esperança nem alegria. Feliz no Senhor, não se contenta com uma vida medíocre, mas arde em desejo de dar testemunho e alcançar os outros; gosta de arriscar e sair, não forçado por sendas já traçadas, mas aberto e fiel às rotas indicadas pelo Espírito: contrário a deixar correr a vida, alegra-se por evangelizar.

No Evangelho de hoje, sobressai em segundo lugar a figura do único discípulo nomeado: Tomé. Na sua dúvida e ânsia de querer entender, este discípulo bastante teimoso assemelha-se-nos um pouco e até aparece simpático a nossos olhos. Sem o saber, dá-nos um grande presente: deixa-nos mais perto de Deus, porque Deus não Se esconde de quem O procura. Jesus mostrou-lhe as suas chagas gloriosas, faz-lhe tocar com a mão a ternura infinita de Deus, os sinais vivos de quanto sofreu por amor dos homens.

Para nós, discípulos, é muito importante pôr a nossa humanidade em contacto com a carne do Senhor, isto é, levar a Ele, com confiança e total sinceridade, tudo o que somos. Jesus, como disse a Santa Faustina, fica contente que Lhe falemos de tudo, não Se cansa das nossas vidas que já conhece, espera a nossa partilha, até mesmo a descrição das nossas jornadas (cf. Diário, 6 de Setembro de 1937). Assim, buscamos a Deus com uma oração que seja transparente e não esqueça de Lhe confiar e entregar as misérias, as fadigas e as resistências. O coração de Jesus deixa-Se conquistar pela abertura sincera, por corações que sabem reconhecer e chorar as suas fraquezas, confiantes de que precisamente nelas agirá a misericórdia divina. Que nos pede Jesus? Ele deseja corações verdadeiramente consagrados, que vivam do perdão recebido d’Ele para o derramarem com compaixão sobre os irmãos. Jesus procura corações abertos e ternos para com os fracos, nunca duros; corações dóceis e transparentes, que não dissimulam perante quem tem na Igreja a tarefa de orientar o caminho. O discípulo não hesita em questionar-se, tem a coragem de viver a dúvida e levá-la ao Senhor, aos formadores e aos superiores, sem cálculos nem reticências. O discípulo fiel realiza um discernimento atento e constante, sabendo que o coração há de ser educado diariamente, a partir dos afectos, para escapar de toda a duplicidade nas atitudes e na vida.

No termo da sua busca apaixonada, o apóstolo Tomé chegou não apenas a acreditar na ressurreição, mas encontrou em Jesus o tudo da vida, o seu Senhor; disse-Lhe: «Meu Senhor e meu Deus!» (v. 28). Far-nos-á bem rezar, hoje e cada dia, estas palavras esplêndidas, como que a dizer-Lhe: Sois o meu único bem, o caminho da minha viagem, o coração da minha vida, o meu tudo.

Por fim, no último versículo que ouvimos, fala-se de um livro: é o Evangelho, onde não foram escritos muitos outros sinais realizados por Jesus (v. 30). Depois do grande sinal da sua misericórdia – poderíamos supor –, já não foi necessário acrescentar mais. Mas há ainda um desafio, há espaço para sinais feitos por nós, que recebemos o Espírito do amor e somos chamados a difundir a misericórdia. Poder-se-ia dizer que o Evangelho, livro vivo da misericórdia de Deus que devemos ler e reler continuamente, ainda tem páginas em branco no final: permanece um livro aberto, que somos chamados a escrever com o mesmo estilo, isto é, cumprindo obras de misericórdia. Pergunto-vos, queridos irmãos e irmãs: Como são as páginas do livro de cada um de vós? Estão escritas todos os dias? Estão escritas a meias? Estão em branco? Nisto, venha em nossa ajuda a Mãe de Deus: Ela, que acolheu plenamente a Palavra de Deus na vida (cf. Lc 8, 20-21), nos dê a graça de sermos escritores viventes do Evangelho; a nossa Mãe da Misericórdia nos ensine a cuidar concretamente das chagas de Jesus nos nossos irmãos e irmãs que passam necessidade, tanto dos vizinhos como dos distantes, tanto do doente como do migrante, porque, servindo quem sofre honra-se a carne de Cristo. Que a Virgem Maria nos ajude a gastarmo-nos completamente pelo bem dos fiéis que nos estão confiados e a cuidarmos uns dos outros como verdadeiros irmãos e irmãs na comunhão da Igreja, a nossa santa Mãe.

Queridos irmãos e irmãs, cada um de nós guarda no coração uma página muito pessoal do livro da misericórdia de Deus: é a história da nossa chamada, a voz do amor que fascinou e transformou a nossa vida, fazendo com que, à sua Palavra, largássemos tudo para O seguir (cf. Lc 5, 11). Reavivemos hoje, com gratidão, a memória da sua chamada, mais forte do que qualquer resistência e fadiga. Continuando a Celebração Eucarística, centro da nossa vida, agradeçamos ao Senhor, porque entrou nas nossas portas fechadas com a sua misericórdia; porque, como Tomé, nos chamou por nome; porque nos dá a graça de continuar a escrever o seu Evangelho de amor”.



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El Consejo Francés Musulmán pide que imanes y fieles vayan a misa este domingo y expresen compasión

ReL  29 julio 2016

Musulmanes de Islas Comores que acudieron a la oración
del 26 de julio en el Sagrado Corazón de Marsella
El Consejo Francés de Culto Musulmán (www.lecfcm.fr), la principal coordinadora de entidades de culto musulmanas en Francia e interlocutora con el Estado, ha pedido en un comunicado este jueves que el domingo fieles e imanes acudan a misa a iglesias cercanas a sus mezquitas "para expresar a nuestros hermanos cristianos la solidaridad y la compasión de los musulmanes de Francia", y como gesto de repulsa al "vil asesinato del padre Jacques Hamel".

El Consejo condenó ya en las primeras horas como "un acto horrible y terrorífico" el asesinato el pasado martes del sacerdote Jacques Hamel, que fue degollado por dos yihadistas ligados a Estado Islámico en su iglesia, irrumpiendo en la misa en la que participaban un matrimonio octogenario (su historia aquí) y tres religiosas de San Vicente de Paúl.

El comunicado también pedía que las oraciones de este viernes en las mezquitas de Francia evoquen "el lugar preponderante que ocupa en la religión musulmana el respeto a otras religiones, así como el respeto a los hombres de fe que las sirven".

El asesinato de Jacques Hamel representa un triste hito histórico al ser el primer religioso católico que muere en Europa a manos de agentes yihadistas en tiempos modernos.

Otras reacciones musulmanas
La agencia Zenit ha recogido, por su parte, algunas otras reacciones del mundo musulmán.

El periodista de Rainews experto en el mundo árabe, Zouhir Louassini, en un artículo publicado en el diario vaticano L’Osservatore Romano, insiste en que los yihadistas en sus escritos muestran su estrategia con claridad: quieren obligar a que los musulmanes moderados se conviertan en radicales.

Louassini asegura quelos yihadistas “no conocen ni siquiera el abc de la cultura islámica y a pesar de ello se permiten hablar en nombre del islam” con una “obsesión en su cabeza: crear el caos”. Considera que estos extremistas son una minoría, del Estado Islámico y otros, que usan el islam “como las ideologías que normalmente se utilizan para defender intereses”.

Por su parte, el gran imán de la universidad islámica de Al-Azhar, en El Cairo, Ahmad Al-Tayyid sostuvo que los actores de este bárbaro atentado abandonaron los verdaderos principios del islam.

También se expresó el presidente palestino, Mahmud Abbas, quien escribió al Papa condenando cualquier justificación que se quiera dar en nombre de la religión a estos actos contra la humanidad, informó Radio Vaticano.



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