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sexta-feira, 10 de julho de 2015

Um ambiente de amizade e confiança

O ambiente ideal para transmitir a fé aos filhos ― a melhor herança, como vimos num artigo anterior ― é um lar onde “reinam” duas virtudes fundamentais: a amizade e a confiança.

Pode e deve haver uma verdadeira amizade entre pais e filhos ― uma amizade que, sendo real, não é, evidentemente, igual à que eles têm com os seus colegas na escola. Nem os filhos esperam que isso seja assim! 

Querem uma “camaradagem” de outro teor. Desejam um desvelo que lhes transmita segurança e confiança ― que os faça crescer e aprender sem medos nem receios.

E como cresce a amizade entre pais e filhos? 

Como toda a amizade, com a dedicação generosa de um dom escasso hoje em dia: o tempo. Dedicar-lhes um tempo de qualidade, cheio de um verdadeiro interesse pelas suas coisas: projectos, sonhos, êxitos e fracassos.

Dedicar tempo mostra proximidade e é um modo concreto de amar. É, como disse o Papa Francisco, aquilo de que os filhos mais sentem falta quando são ainda pequenos: brincar com os seus pais.

Nas primeiras fases do crescimento a educação possui uma importante carga afectiva e de proximidade. Brincar com os filhos, jogar com eles, ensiná-los a ganhar e a perder é uma escola de vida maravilhosa. Porque o jogo, por muito simples que seja, é uma experiência do que será a vida no futuro.

Poucas coisas unem tanto pais e filhos como jogar juntos! E, nesse clima de brincadeira, gera-se um ambiente de amizade no qual surge espontaneamente uma profunda confiança. E os filhos captam por osmose uma verdade fundamental da sua vida: “O pai e a mãe são aqueles que mais gostam de mim. Quando me educam, corrigem, animam e exigem, só querem o meu verdadeiro bem”.

Pe. Rodrigo Lynce de Faria


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