sábado, 28 de fevereiro de 2015

Papa Francisco: "Não é fácil pregar Exercícios aos sacerdotes! Somos todos um pouco complicados"

Concluíram-se na manhã de sexta-feira 27 de Fevereiro, em Ariccia, os exercícios espirituais nos quais participaram o Pontífice e membros da Cúria romana.


Roma, 27 de Fevereiro de 2015 (Zenit.org)


Concluíram-se na manhã de sexta-feira 27 de Fevereiro, em Ariccia, os exercícios espirituais nos quais participaram o Pontífice e membros da Cúria romana. As meditações foram propostas pelo carmelita Bruno Secondin na capela da casa do Divino Mestre dos religiosos paulinos. 

No final da reflexão de sexta-feira, o Papa Francisco quis agradecer ao pregador. «Em nome de todos – disse o Papa – desejo agradecer ao Padre, o seu trabalho entre nós para os nossos Exercícios. Não é fácil pregar Exercícios aos sacerdotes! Somos todos um pouco complicados, mas o senhor, padre, conseguiu semear. Que o Senhor faça crescer estas sementes que nos deu. E desejo também, e a todos, que possamos sair daqui com um bocadinho do manto de Elias, na mão e no coração. Obrigado, Padre».

A última etapa do itinerário de reflexão e oração desta manhã proposta pelo padre Secondin focalizou o episódio bíblico narrado no segundo livro dos Reis (2, 1-14) no qual são descritos a saudação final de Elias aos seus discípulos e a Eliseu, o seu rapto no carro de fogo e o início da missão de Eliseu que se despoja das vestes, toma o manto do mestre e, nas margens do Jordão, é reconhecido como o verdadeiro herdeiro do profeta. É uma narração intensa, cheia de ternura, na qual se desfaz um pouco a dureza de carácter que distinguia Elias. De certa forma, o profeta aprende – e também nós, sugeriu o padre Secondin, deveríamos aprender «a oferecer abraços de esperança e de ternura» - do seu discípulo que é afectuoso e paciente.

(Fonte: L'Osservatore Romano)

A Quaresma: tempo de conversão e de salvação

O Cardeal Mauro Piacenza explica os fundamentos e os rituais do tempo litúrgico que está começando


Roma, 27 de Fevereiro de 2015 (Zenit.org) Luca Marcolivio


A Quaresma é um tempo que corresponde uma exigência irreprimível do coração humano: a da mudança e da conversão. Um caminho que não pode deixar de passar pela “virtude da penitência”, que implica a participação nos sofrimentos de Nosso Senhor, na Sua Morte e Ressurreição. Para ilustrar as características do tempo litúrgico que começamos recentemente, ZENIT entrevistou o cardeal Mauro Piacenza, Penitenciário-Mor da Santa Romana Igreja.

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ZENIT: Eminência, com a Quaresma, começa um tempo fortemente penitencial. Ainda faz sentido falar de penitência hoje? E em que termos?
Card. Mauro Piacenza: Com o rito da imposição das cinzas, toda a Igreja entra no tempo da Quaresma, com a consciência de entrar em um “espaço sagrado” que Deus dispôs para os seus filhos, para se converterem.  A penitência é, principalmente, memória da oferta que Jesus fez de si ao Pai, para nós e para a nossa salvação. Nós, cristãos, “fazemos penitência", só porque participamos da vida, da morte e da ressurreição de nosso Senhor.

ZENIT: A Quaresma é um tempo favorável para viver com sinceridade, a virtude da penitência. O Rito das cinzas não é algo incompreensível hoje? Espalhar sobre a cabeça um pouco de cinzas significa o que para o homem de 2015?
Card. Mauro Piacenza: É um rito muito antigo, com um sentido de penitência já definido no Velho Testamento. A mesma fórmula de imposição diz: "Lembre-se que és pó e em pó te tornarás" (ou "convertei-vos e crede no Evangelho”), quase que recorda – e quem mais do que o homem moderno tem essa urgente necessidade? – que esta existência terrena não é o único horizonte da vida, da vida verdadeira. Podemos dizer que com o ritual das cinzas toda a Igreja, cada ano, lança um desafio, sempre actual, especialmente para esta cultura hedonista ocidental, recordando ao homem o seu limite, dentro do qual cada homem “grita” uma necessidade de infinito, de eternidade. Este é o sentido das cinzas: recordar ao homem que é criatura e não Criador, lembrar para ele que tem sempre necessidade de Deus, convida-lo à humildade, que é verdade, e a converter-se a Deus de todo o coração.

Não esqueçamos também que as cinzas, que são utilizadas no ritual, são obtidas queimando os ramos do domingo de ramos do ano anterior, em uma continuidade ideal entre a entrada em Jerusalém, com o começo da “grande semana” da salvação (a Semana Santa), e a entrada dos fieis no caminho penitencial que levará à Páscoa. Nada na liturgia é por acaso, nem pode ser improvisado.

ZENIT: As penitências tradicionais ainda significam algo hoje? Existem novas penitências, hoje, a serem propostas?
Card. Mauro Piacenza: Fazer penitência, não para “ganharmos” a salvação, mas participar da salvação que Cristo nos conseguiu e doou gratuitamente. Os três modos clássicos de fazer penitência, como Jesus mesmo indica no Evangelho são: a oração, o jejum e a esmola, que já estavam presentes na cultura hebraica do tempo do Senhor.

Se na Quaresma fôssemos capazes de maior silêncio, seria uma grandíssima ajuda para viver melhor este tempo. Por exemplo, quem impediria de escolher, pelo menos na sexta-feira, de não ligar o rádio, nem a televisão, nem a internet, dedicando o tempo aos afectos mais queridos, com os quais, talvez, se pudesse rezar juntos um Santo Terço? Pensemos nisso!

ZENIT: Como viver melhor este tempo de Quaresma, Eminência?
Card. Mauro Piacenza: Certamente, começando-o com uma boa confissão e preparando, durante toda a Quaresma, a alegre confissão da Páscoa. Um tempo de conversão não pode ser um tempo triste, porque é o tempo da Misericórdia, do abraço benedicente de Deus, da volta à casa do Pai daquele “filho pródigo” que está em cada um de nós.

"Nós, muçulmanos, condenamos a destruição do património cultural de Mosul"

Declaração do Centro Cultural Islâmico de Madrid. A UNESCO pede uma reunião urgente do Conselho de Segurança para abordar a protecção do património do Iraque


Roma, 27 de Fevereiro de 2015 (Zenit.org) Ivan de Vargas


O grupo terrorista Estado Islâmico (Daesh, por sua sigla em árabe) difundiu na quinta-feira um vídeo que mostra como destroem dezenas de peças do Museu da Civilização de Mosul e das ruínas da antiga cidade de Nínive, algumas delas datam da época assíria (século VII e VIII a.C.). Com grandes marretas e brocas, os milicianos despedaçam umas figuras de valor inestimável.

Diante desses fatos, o Dr. Sami El Mushtawi, diretor do Departamento Cultural do Centro Cultural Islâmico de Madrid, disse sexta-feira que "destruir obras de arte e do património cultural da humanidade não é da religião muçulmana e se alguém destrói é prova da sua própria ignorância".

Em um breve comunicado disse que "os muçulmanos rejeitamos e condenamos a  destruição do património cultural de Mosul pelas mãos de Daesh". "O Islão constrói e nunca destrói", acrescentou.

O Mushtawi também lembrou que "graças a este respeito cultural do Islão por outras culturas podemos visitar hoje em dia o Museu Egípcio do Cairo, as pirâmides, a Esfinge ... e ver todo o esplendor artístico em todo o mundo muçulmano".

Por outro lado, a directora geral da UNESCO, Irina Bokova, convocou uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU para abordar a protecção do património cultural do Iraque.

Bokova condenou o que considera "um ataque deliberado contra a história e a cultura do Iraque antiga e um novo incitamento à violência e o ódio".

Não é a primeira vez que o Museu da Civilização de Mosul está sujeita a pilhagem, roubo ou destruição.

O último ataque a esta instituição cultural - o segundo mais importante do Iraque – aconteceu no ano passado, quando as milícias do Daesh invadiram a cidade.

Algumas das peças foram levadas por parte dos líderes deste grupo fundamentalista para vende-las e financiar, assim, a sua organização.

O seminário não é uma universidade onde só se aprendem conceitos profissionais ou teóricos, é uma experiência de vida

Monsenhor Patrón Wong, secretário para os seminários da Congregação para o Clero, afirma que o Papa diz para os sacerdotes que o melhor que nos aconteceu na vida foi encontrar-nos com o olhar e o chamado amoroso de Jesus


Roma, 27 de Fevereiro de 2015 (Zenit.org) Rocio Lancho García


O seminário não é uma universidade onde só se aprendem conceitos profissionais ou teóricos, é uma experiência de vida. Além disso, a pastoral vocacional desenvolve um acompanhamento e discernimento muito concreto, para que os jovens descubram a sua vocação cristã específica. São ideias do monsenhor mexicano, Jorge Carlos Patrón Wong, secretário para os seminários na Congregação para o Clero, cargo que ocupa há pouco mais de um ano. Chegou em Roma em Novembro de 2013 directamente da diocese de Papantla. ZENIT entrevistou-o para saber mais sobre o trabalho que tem desenvolvido nestes 14 meses, qual é a sua visão sobre a vida nos seminários e como o Papa ajuda os sacerdotes em sua missão.

ZENIT: Como você avalia a situação actual do clero e dos seminários depois destes primeiros meses de trabalho na Congregação?
Mons. Patrón Wong: Na Igreja, a vida é proposta como vocação, uma vocação de amor e de serviço. Também hoje é uma novidade apreciar a vida humana, como um dom; viver o baptismo e a vocação cristã como seguimento de Jesus e perguntar-se: Onde e como Deus quer que ame e sirva os meus irmãos? E aí é onde a pastoral vocacional desenvolve um acompanhamento e discernimento muito concreto, para que os jovens descubram a sua vocação cristã específica: a vocação ao sacerdócio, à vida consagrada ou ao laicato comprometido.

ZENIT: Que conclusões concreto obtém do trabalho feito nestes meses?
Mons. Patrón Wong: Nos contactos que temos com os jovens seminaristas e nas investigações que foram feitas este ano aparece um dado muito importante. Todos os seminaristas tiveram duas experiências: o encontro amoroso com Cristo e a presença de um ou mais sacerdotes próximos à sua vida, à sua família, sacerdotes amigos e companheiros no seu crescimento.

ZENIT: Nos seminários a formação deve ser não só intelectual, mas, como você diz, de experiência: como se trabalha este aspecto?
Mons. Patrón Wong: Estamos trabalhando na formação de formadores, sacerdotes que assumem como vocação o ser pastores dos futuros pastores.
Há uma grande diferença entre transmitir conhecimentos e formar uma pessoa. A convivência comunitária em um seminário permite integrar na vida quotidiana todas as dimensões da formação: a espiritualidade, o crescimento e desenvolvimento humano, intelectual e académico, e o aspecto apostólico e missionário. O discernimento, com a ajuda dos formadores, coloca o jovem em diálogo constante com Deus para descobrir em qual vocação específica lhe chama. Neste sentido, o seminário é a proposta positiva para descobrir e desenvolver uma vocação específica: a vocação sacerdotal ministerial ou a vocação laical. No caso dos jovens que descobrem que Deus os chama à vocação laical, tudo o que foi aprendido no seminário é base e fundamento de uma vida comprometida com a sociedade e formando uma família.

O seminário não é uma universidade onde só se aprendem conceitos profissionais ou teóricos, é uma experiência de vida. Não é só escutar o chamado de Deus, é responder; e, por isso, o acompanhamento deve continuar toda a vida. Temos que estar ajudando-nos uns aos outros para que as respostas pessoais sejam aquelas que Deus quer: com fidelidade crescente e alegre.

ZENIT: Quais semelhanças encontra nos problemas e desafios dos seminários em todo o mundo?
Mons. Patrón Wong: Viver cada dia como vocação permanente: Deus me chama por amor e eu respondo com alegria no serviço concreto aos meus irmãos. Quando nos fazemos surdos ao chamado surgem os deslizes e quedas na nossa resposta. Pelo contrário, quando em cada instante cresce o gozo pelo chamado, multiplica-se, assim, a felicidade e a generosidade em uma resposta plena. Tudo vai integrado porque, um bom sacerdote é um bom cristão; e um bom cristão é um bom ser humano.

ZENIT: Os problemas sobre a vida sacerdotal e o clero que transcendem nos meios de comunicação são reais?
Mons. Patrón Wong: Os problemas existem porque eles são parte da vida humana. Mas a vida e a vocação não podem ser vistas apenas como um problema. É aprendizado, esforço, crescimento, porque a vida e a vocação se definem com o amor. Os problemas se resolver com amor.

O Papa Francisco continuamente mostra sua preocupação e proximidade aos sacerdotes, às vezes até mesmo parece que está sempre dando uma bronca. Você acha que é assim mesmo?
Mons. Patrón Wong: O Papa ama os sacerdotes, os seminaristas, os jovens, ama todos aqueles que tentam viver o seguimento de Jesus. E como um bom pai e conhece nossas dificuldades e os verdadeiros desafios actuais. Sempre nos alerta sobre as tentações e os erros que temos que evitar, ou que não devem ser repetidos. É um Papa que nos ama ao estilo de Cristo: na verdade e na misericórdia.

Artigo sobre o Vaticano é indigno e mesquinho, disse o porta-voz do Vaticano

O Jornal El Expreso publica artigo que imagina uma luta interna pelo poder no Vaticano e considera que a reforma do Papa corre perigo.


Roma, 27 de Fevereiro de 2015 (Zenit.org)


O semanário sensacionalismo italiano L'Espresso, publicou hoje três artigos com tons de romance, em que imagina supostas brigas internas no Vaticano pelo poder e sobre questões económicas. A publicidade da “investigação” traz um título que em si é indicativo: “Vaticano, há uma batalha pelo tesouro). Enquanto isso a revista espera que com esta “investigação” o número de vendas aumente significativamente.

Sobre o assunto, o director da Sala de Imprensa do Vaticano, o padre Federico Lombardi, destacou hoje, em comunicado, três observações precisas. Em primeiro lugar, lembra que "passar documentos confidenciais à imprensa com fins controversos ou para alimentar polémicas não é novo, mas é sempre reprovável e ilegal".

Além disso, o porta-voz da Santa Sé indica como absolutamente normal "que questões complexas do ponto de vista económico ou jurídico tenham sido ou tenham que ser objectivo de debate e de pontos de vista diferentes”. Acrescenta que “à luz dos pontos de vista expressos, o Papa dá as suas orientações e todos os responsáveis as seguem”.

Por fim, diz: "O artigo que dirige directamente ataques pessoais deve ser considerado indigno e mesquinho”. O porta-voz também desmente: “Não é verdade que a Secretaria para a Economia não esteja levando adiante o seu trabalho com continuidade e eficácia”. Para confirmar isso, o padre Lombardi anunciou que há uma previsão de que nos próximos meses se publique os balanços do 2014 e o orçamento de 2015 para todas as entidades da Santa Sé, incluída a mesma secretaria. Basta lembrar que no ano passado, pela primeira vez o Vaticano publicou seus balanços online.

Durante o Vatikeaks, tal revista descrevia uma luta de poder entre o então secretário de Estado, o cardeal Tarcisio Bertone e várias autoridades da Santa Sé. Hoje que o Cardeal Bertone está retirado, a revista indica outros cardeais usando exactamente o mesmo esquema anterior.

Até mesmo a publicidade do artigo acusa a Santa Sé de “fazer negócios” com os selos, camisetas e objectos religiosos, considerando que nada mudou no Vaticano.

O artigo publicado pela revista, coloca no alvo das críticas também o cardeal australiano George Pell, novo Secretário de Economia, cujo dicastério assumiu poderes de controle financeiro e de gestão da Santa Sé.

É acusado de dar quantias altíssimas e comprar viagens aéreas na primeira classe. Dessa forma a publicação anuncia a matéria como um “novo Vatileaks". Afirma ter recibos, embora as fotos não estejam na revista. Na publicidade da revista aparece a capa de uma acta de uma reunião de cardeais da Secção Extraordinária do APSA, as citações que diz ser dos cardeais estariam dentro de tal acta, acta essa, porém, que não publicaram. 

Francisco de volta ao Vaticano

Terminam os Exercícios Espirituais do Santo Padre e da Cúria. "Que possamos sair daqui com um pedacinho do manto de Elias", disse o Papa


Roma, 27 de Fevereiro de 2015 (Zenit.org) Redacao


Nesta sexta-feira terminaram os Exercícios Espirituais da Quaresma em que o Papa Francisco e os membros da Cúria Romana participaram.

No final do retiro, o Santo Padre disse: "Em nome de todos, também meu, quero agradecer ao padre, ao seu trabalho entre nós durante para os nossos exercícios. Não é fácil pregar Exercícios aos sacerdotes. Somos um pouco complicados, mas ele conseguiu semear. Que o Senhor faça crescer essas sementes que nos deu. Faço votos também a mim e a todos que possamos sair daqui com um pedacinho do manto de Elias, em mãos e no coração. Obrigado, padre!"

Os Exercícios Espirituais do Pontífice e seus colaboradores aconteceram pela segunda vez na cidade de Ariccia, fora de Roma, orientados pelo Padre Bruno Secondin, que propôs uma leitura pastoral do profeta Elias sobre o tema “Servidores e profetas do Deus vivo".

A programação do retiro começava com a oração da manhã, em seguida, a primeira meditação e, depois, a Celebração Eucarística. Na parte da tarde, a segunda meditação, Adoração Eucarística e Vésperas.

Os temas das meditações foram: “Caminhos de autenticidade” (as raízes da fé e a coragem de dizer não à ambiguidade); “Caminhos de liberdade” (dos ídolos vãos à piedade verdadeira); “Deixar-se surpreender por Deus” (o encontro com um Deus que está em todos os lugares e o reconhecimento do pobre que nos evangeliza) e “Justiça e intercessão” (testemunhos de justiça e solidariedade). O tema do dia conclusivo será “Recolher o manto de Elias” (para tornar-se profetas de fraternidade).

O Santo Padre deixou a Casa do Divino Mestre, onde passou os últimos cinco dias, depois de celebrar a Santa Missa pelos cristãos perseguidos na Síria, no Iraque e em outros lugares. O Pontífice acompanhado pelos participantes regressou pela manhã ao Vaticano, de ónibus como foi na ida.

O Papa retomará suas actividades que haviam sido suspensas nesta semana. No próximo domingo rezará o Angelus, na Praça de São Pedro.

A semana de Exercícios Espirituais durante a Quaresma, período antes da Páscoa, é tradicional, mas Francisco introduziu a novidade de deixar o local de trabalho para ser vivida de forma mais intensa.

Dois anos da renúncia de Bento XVI

Em 28 de Fevereiro de 2013, o Papa alemão deixou seu pontificado às 20h00


Roma, 27 de Fevereiro de 2015 (Zenit.org) Rocio Lancho García


“Sou simplesmente um peregrino que inicia a última etapa de sua peregrinação nesta terra”. Com estas palavras, o Santo Padre Bento XVI em Castel Gandolfo despediu-se de sua vida como Papa, há dois anos. Em 28 de Fevereiro de 2013, 17 dias após surpreender o mundo com a sua demissão, o pontífice alemão se retirou na residência papal de verão durante a Sede Vacante. Nesse mesmo dia, foi selado o apartamento papal.

No último dia de seu pontificado, Bento XVI cumpriu um programa intenso. Na parte da manhã cumprimentou os cardeais presentes em Roma, na Sala Clementina, no Vaticano. Naquele encontro, recordou que a Igreja "é de Cristo" e "não uma instituição, mas uma realidade viva." Ele também exortou os cardeais a pedir ao Espírito Santo para serem "dóceis na eleição do novo Papa". Lá, Bento XVI prometeu "obediência ao novo Papa."

Na parte da tarde, às 16h45, no pátio San Damiano, no Vaticano, cumprimentou algumas autoridades e seus colaboradores da Secretaria de Estado.

De carro foi até o heliporto do Vaticano, localizado a 800 metros de distância, onde fez os últimos cumprimentos e de lá voou de helicóptero para Castel Gandolfo, cerca 15 minutos de voo. Bento XVI permaneceu por lá alguns meses. Em seguida, retornou para o mosteiro Mater Ecclesiae, no Vaticano, onde vive há dois anos. Chegando em Castel Gandolfo, o Papa emérito foi recebido pelas autoridades locais e pelo bispo da diocese, Marcello Semeraro. Em seguida, ele apareceu na varanda e proferiu suas últimas e emocionantes palavras como Pontífice.

Às 20 horas do dia 28 Fevereiro de 2013 Bento XVI deixou de ser Papa. A partir daquele momento passou a ser chamado de Papa Emérito Bento XVI.

A Guarda Suíça fechou as portas da casa em Castel Gandolfo e deixou de exercer suas funções neste período da residência temporária de Bento XVI, pois não havia Papa para custodiar e a função foi assumida pela Gendarmaria do Vaticano.

Em sua última Audiência Geral, um dia antes de sua despedida, Bento XVI recordou na catequese que, em 19 de Abril, quase oito anos antes, quando aceitou assumir o ministério petrino, teve “a firme certeza que sempre me acompanhou: esta certeza da vida da Igreja, da Palavra de Deus". Ele também disse que nunca se sentiu “sozinho no levar a alegria e o peso do ministério petrino; o Senhor colocou tantas pessoas que, com generosidade e amor a Deus e à Igreja, ajudaram-me e foram próximas a mim".

E desejou que sua saudação e sua "gratidão alcançasse a todos: o coração de um Papa se expande ao mundo inteiro". Bento XVI explicou que nos últimos meses sentia que suas “forças estavam diminuindo” e pediu a Deus com insistência, na oração, para iluminar “com a sua luz para fazer a decisão mais justa não para o seu próprio bem, mas para o bem da Igreja".

Desta maneira, nos últimos dois anos o Papa emérito viveu retirado do mundo, dedicado à oração. Em algumas ocasiões participou em actos públicos; pudemos vê-lo nos dois Consistórios para criação de novos cardeais, na Jornada da Terceira Idade, e no dia que entrará para a história como o dia dos quatro Papas, a canonização de João XXIII e João Paulo II.

São Gabriel de Nossa Senhora das Dores

São Gabriel nos ensina que nossa alegria esteja sempre fundamentada em Cristo e no fiel cumprimento de sua vontade


Horizonte, 27 de Fevereiro de 2015 (Zenit.org) Fabiano Farias de Medeiros


"Reunia em si muitos dotes dificilmente encontráveis numa só pessoa. Era em verdade belo de alma e de corpo", assim era definido São Gabriel de Nossa Senhora das Dores, um jovem que desde a mais tenra idade dedicou sua vida a Deus. Nasceu na cidade de Assis em 1º de Março de 1838. Recebeu o nome de Francisco em homenagem ao Santo de Assis. Francisco tinha 12 irmãos, seu pai era advogado e sua mãe era uma nobre. O casal era um testemunho cristão de vivência do sacramento que veio a dissolver-se com a morte da esposa.

Francisco tinha quatro anos e com sua família foram para a cidade de Espoleto. Com a morte também de sua irmã mais velha, Francisco manifestou ao seu pai o desejo de ir para o convento. Em 1856 ingressou na congregação dos Passionistas, que tinha como missão anunciar através da vida contemplativa e do apostolado, o amor de Deus revelado na Paixão de Cristo". A partir do recebimento do hábito passou a se chamar Gabriel de Nossa Senhora das Dores por sua vocação religiosa e o amor à Virgem Dolorosa.

Foi um jovem de profunda vida espiritual e bondade. Dedicava-se à oração e meditação e também aos trabalhos de forma admirável, bem como a renúncia severa aos hábitos carnais e mundanos. Sempre com um sorriso austero e dócil o jovem conduzia sua vida monástica com perfeição. Dizia ele sempre: "Nossa perfeição não consiste em fazer coisas extraordinárias, mas em executar bem as ordinárias".

Em 1858, Gabriel iniciou seus estudos em vista do sacerdócio. Em 1861 recebeu as ordens menores mas devido à uma grave tuberculose não viria a tornar-se sacerdote.

Faleceu em 27 de Fevereiro de 1862 com vinte e quatro anos na Ilha do Grande Sasso. Foi beatificado no ano de 1908, e canonizado em 1920 pelo Papa Bento XV que o apresentou como modelo para a juventude. Foi também declarado pelo Papa Pio XI, co-patrono da Acção Católica, em 1926.

A Doutrina Social da Igreja é uma inspiração vital para a recuperação económica

A Fundação Centesimus Annus apresenta os vencedores do prémio "Economia e Sociedade"


Roma, 26 de Fevereiro de 2015 (Zenit.org) Rocio Lancho García


É possível falar de ética e economia em um mundo que parece falar de economia apenas em termos de lucro. É possível pensar em uma economia a serviço do desenvolvimento humano. A Fundação Centesimus Annus - Pro Pontífice - promove, reconhece e premia. Esta manhã, a Fundação apresentou, na Sala de Imprensa da Santa Sé, as actividades desenvolvidas nos últimos dois anos, seus programas e os nomes dos vencedores da segunda edição do concurso internacional "Economia e Sociedade".

Os vencedores do prémio são Pierre de Lauzun, por sua obra ''Finance: un regard chrétien. De la banque mediévale a la mondialisation financière''. E na categoria dedicada aos jovens, os vencedores foram Alexander Stumvoll, nacido em 1983, por sua tese “A Living Tradition. The Holy See, Catholic Social Doctrine and Global Politics 1965-2000” e Arturo Bellocq Montano por sua tese “A Doutrina Social da Igreja. O que é e o que não é”.

"O prémio principal é para um livro que já foi publicado, com excelência na qualidade, correto do ponto de vista doutrinal, mas acima de tudo, que desenvolva a Doutrina Social da Igreja em aspectos concretos. Que não seja apenas um manual, uma introdução ou um resumo, mas apresente ideais novas e aplicáveis”. Os outros dois prémios foram entregues a trabalhos de doutorado inéditos, e de pessoas mais jovens, mas que seguem a mesma linha, como afirmou Domingo Sugranyes Bickel, presidente da Fundação, falando aos jornalistas no final da conferência de imprensa.

O objectivo do prémio - explicou - é promover autores que se dedicam a esse tema. Se trata de "encontrar novas maneiras que permitam, do nosso ponto de vista, que a economia de mercado floresça, mas a serviço da sociedade. Encontrar condições que permitam que mais pessoas encontrem em seus trabalhos uma realização. Assim, o crescimento ajudará a combater a pobreza, não há outra maneira", assegurou.

Ele alertou também que a Doutrina Social é pouco conhecida, até mesmo dentro da Igreja. "Falta iniciativa por parte dos católicos para desenvolver a Doutrina Social em termos concretos, para aplica-la, e também reflexões sobre suas aplicações e publicação de livros."

Respondendo a ZENIT sobre a forma específica de um cristão aplicar esta economia que visa o desenvolvimento humano, o presidente da Fundação afirmou que "em qualquer trabalho, empresa, nova iniciativa, melhor ainda se for empresarial, há um aspecto onde a fé tem o seu lugar. Nós não estamos falando de realidade exterior. Bento XVI na Caritas in Veritate disse que na vida económica é onde podemos viver relações gratuitas e de profunda comunicação. De alguma forma, o que estamos dizendo é que esta mensagem é para todos, para todos tem algum tipo de aplicação".

Quando perguntado se a mensagem de Francisco em favor dos pobres e contra a economia que não se preocupa com a pessoa, está sendo reconhecida, disse: "Eu acho que sim". E acrescentou: "não falta numa sociedade o diagnóstico do que não funciona. O que falta é a parte construtiva e ai sim, eu acho que na Doutrina Social da Igreja existe uma inspiração para um renascimento económico vital. Quer dizer, colocar tudo o que é feito para servir a sociedade em primeiro lugar e não em segundo. A empresa que afirma isso, assume muitas coisas: desde a organização do plano de vendas, a forma de remuneração e bónus, como é financiada ou como remunera os accionistas. Tudo tem a ver com a visão de uma empresa a serviço da sociedade. Nada é externo. Eu acho que podemos falar de um tempo de falhas graves que surgiram e continuam surgindo, e de um excessivo desenvolvimento financeiro, particularmente especulativo, e de uma globalização que tem sido por vezes distorcida por amor ao dinheiro".

Durante a conferência de imprensa monsenhor Scotti reiterou a importância de denunciar, seguindo o exemplo do Papa Francisco, a ''cultura do descarte'', que exclui as pessoas. ''Muitos acreditam que a economia pode assumir o papel de produtor absoluto de objectivos e valores aos quais deve se submeter qualquer âmbito da dimensão humana, justificando com o fato de que vivemos na era da pós-ideologia e pós-política", destacou. Na verdade - prosseguiu - seria um aspecto a analisar, mas também poderíamos analisar a cultura actual a partir da Palavra de Deus, levando em consideração que o prémio atribuído pela Fundação vai para autores que desejam com seus trabalhos oferecer uma maneira nova de olhar com sabedoria tanto o presente como o uso do dinheiro. Destacou ainda que o prémio não é suficiente, mas é um sinal. "É uma via se queremos que o dinheiro não prevaleça sobre nós e sobre o nosso caminho", concluiu.

O Conselho de Segurança exige a libertação de sequestrados pelo ISIS

O órgão da ONU condena o rapto de mais de uma centena de cristãos no nordeste da Síria e deplora a destruição e profanação de templos de diferentes religiões


Roma, 26 de Fevereiro de 2015 (Zenit.org) Ivan de Vargas


O Conselho de Segurança da ONU condenou firmemente o sequestro de mais de uma centena de cristãos na Síria realizado pelo grupo terrorista ISIS (Estado Islâmico, por sua sigla em Inglês), e exigiu sua libertação imediata e incondicional.

Num comunicado de imprensa, o órgão de segurança repudiou nesta quinta-feira o sequestro acontecido no último dia 23 de Fevereiro no nordeste da Síria e lamentou a destruição e profanação de igrejas cristãs e de outras religiões.

"Esses crimes mostram mais uma vez a brutalidade do ISIS, responsável por milhares de violações e abusos contra as pessoas de todas as crenças, etnias e nacionalidades, sem qualquer consideração sobre os valores básicos da humanidade", disse o Conselho.

Os membros do órgão da ONU também pediram a libertação das pessoas que estão detidas ilegalmente pela Frente Al-Nusra e todos os grupos e indivíduos afiliados à Al-Qaeda.

Eles também ressaltaram que os responsáveis ​​por tais atos deverão ser responsabilizados perante a justiça.

Nesta linha, a identidade do homem que simboliza a barbárie do Estado Islâmico foi revelada hoje pelo Washington Post. O homem mascarado com um forte sotaque britânico, que aparece em vários vídeos decapitando reféns ocidentais, é Mohammed Emwazi. Vinte anos, nascido no Kuwait, que cresceu em uma família rica no oeste de Londres e se formou em ciência da computação na Universidade de Westminster.

Além disso, acaba de vir à tona algumas imagens onde aparecem milicianos do grupo fundamentalista destruindo com marretas uma colecção de estátuas e esculturas milenárias de um valor inestimável, na cidade iraquiana de Mosul, sob seu controle desde Junho de 2014. Mas também se sabe que o ISIS obteve fundos através da venda no mercado negro de restos arqueológicos conseguidos no Iraque e na Síria.

O califado islâmico deturpa o verdadeiro Islão

O professor Mustafá Cenap Aydin disse que os grupos violentos aproveitaram a desintegração dos governos que existiam


Roma, 26 de Fevereiro de 2015 (Zenit.org) Sergio Mora


Muçulmanos, de Marrocos a Bagdade, constituem apenas 20 por cento do total dos muçulmanos existentes em todo o mundo. Os grupos fundamentalistas violentos cresceram graças à desintegração dos governos que haviam e aproveitando o vazio de poder. O califado islâmico e os grupos terroristas como Boko Haram só deturpam o Islão, que é uma religião de paz. Na Europa, é necessário que haja um Islão moderado que respeite a cultura dos vários países para combater a propaganda fundamentalista, e entender que o Islão é moderado.

Estas são algumas das ideias que o líder muçulmano Mustafá Cenap Aydin, expôs nesta quinta-feira em um café da manhã de trabalho organizado em Roma pelo Centro de Estudo do Oriente Médio da espanhola Fundação Promoción Social de la Cultura, sobre o tema "A liberdade de expressão, liberdade de religião e diálogo", que também contou com a presença do Arcebispo Agostino Marchetto, secretário emérito do Pontifício Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes.

Questionado por ZENIT sobre a necessidade de que o Islão moderado tenha uma voz mais forte do que a dos violentos, Cenap Aydin, que é também director do Instituto Tevere, reconheceu que "os muçulmanos moderados do Ocidente não estão bem organizados" para dar voz ao verdadeiro Islão, que é uma religião de paz.

Sobre os jovens que vão para lutar na Síria ou no Iraque, disse que o motivo é porque “não têm nada para fazer e não vêem um futuro". Indicou que os grupos extremistas "recebem dinheiro de outros países" e o usam para fazer proselitismo em países africanos, mas também em países importantes como a Itália”.

Também lembrou que até mesmo países como a Albânia, com sua própria tradição islâmica, embora pouco praticante e marcadamente moderada; um país que recebeu o papa Francisco e que tem um grande apreço por Madre Teresa, sofre a chegada dos salafitas que convidam à violência.

"É necessário uma educação religiosa justa”, disse, e lamentou que "não haja nenhuma instituição na Itália para explicar o Islão aos jovens”. Porque “existem templos improvisados, com ímãs que se autoproclamam”, quando “não se pode chegar a ser Ímã desse jeito”. E esclareceu que “para ser ímã é preciso estudar teologia e filosofia, e existem regras para isso”.

Disse que na Áustria uma lei cancelou os financiamentos a ímãs, “porque lamentavelmente o governo da Turquia usa as mesquitas como departamentos de um partido político”, disse.

O director desta associação que promove o diálogo inter-religioso afirmou também que não existe um único Islão, e que deveria haver um Islão italiano, um Islão francês, etc. de acordo com a Constituição italiana, com a cultura italiana, com a maioria católica.

Durante seu discurso, o presidente da Associação Tevere, quis esclarecer que os extremistas não matam apenas os cristãos, mas as vítimas mais numerosas são os próprios muçulmanos. Disse que na faixa que vai do Marrocos a Bagdade, está só o 20% do mundo muçulmano, mas reconheceu, entretanto, que grupos fanáticos sempre existiram, desde o começo do Islão e que estes são aqueles que aumentaram a força com a anarquia criada no Oriente Médio. Por exemplo, disse que o Sha da Pérsia Mohammad Reza Pahlavi, tinha proibido o véu nos anos 40, e que foi restabelecido como obrigatório pelo Ayatolá Khomeini nos anos 70.

O professor Cenap Aydin, que também é pesquisador na Universidade Gregoriana, disse que o califado islâmico e o grupo Boko Haram, são inimigos do Islão, porque prejudicam sua reputação a cada dia. E citou a Evangelii Gaudium do Papa Francisco "que indica que uma interpretação autêntica do Alcorão não pode permitir a violência".

Mutilação forçada na Índia

Análise de Bioética da Universidade Católica de Valência San Vicente Mártir


Roma, 26 de Fevereiro de 2015 (Zenit.org) Justo Aznar


De 2013 a 2014, foram realizadas na Índia mais de 4 milhões de esterilizações forçadas, a maioria sendo a retirada das trompas das mulheres.

A morte de 16 mulheres no estado de Bilaspur, depois da remoção das trompas para esterilização, despertou a indignação pública na Índia.

Essas mortes estão relacionadas com as precárias condições sanitárias onde estas intervenções são executadas. Tornou-se público também que um único cirurgião esterilizou 83 mulheres em poucas horas, em um ambiente cirúrgico sem os padrões básicos de higiene.

A causa exacta da morte dessas mulheres é desconhecida porque não há dados post-mortem das falecidas ou registos médicos das que sobreviveram.

Por outro lado, as autoridades de saúde detectaram que foram administrados antibióticos adulterados após as intervenções cirúrgicas, o que poderia ter favorecido a morte das pacientes.

As campanhas de esterilização forçada em massa na Índia são promovidas para tentar conter o crescimento demográfico no país, o que derrubou as taxas de fertilidade de 3,6 em 1991 para 2,4 no de 2012, embora haja uma grande variação entre os diferentes estados. Bihar tem uma taxa de fecundidade de 3,5% (Lancet 384; E68-E69, 2014).

Parece razoável analisar políticas que regulam a fertilidade em países com alta densidade demográfica, mas essas políticas devem ser coerentes com a liberdade e a dignidade da pessoa, e nunca mutilação forçada realizada fora dos padrões sanitários, que objectivamente são problemas éticos.

Adeus Cesare, primeiro portador de necessidades especiais beijado pelo Papa

A sua foto na missa inaugural do Pontificado deu a volta ao mundo


Roma, 26 de Fevereiro de 2015 (Zenit.org)


Faleceu Cesare "Cece" Cicconi, primeiro portador de necessidades especiais que foi abençoado pelo Papa Francisco, durante a sua primeira aparição pública na Praça de São Pedro, dia 19 de Março de 2013. A notícia chegou através de um comunicado da UNITALSI, que durante anos o ajudou, e o acompanhou à missa inaugural do Pontificado de Francisco.

Cesare tinha 52 anos e desde os oito meses viveu completamente paralisado devido a uma tetraplegia. Cece, que era originalmente de San Benedetto Del Tronto, Itália, de onde saiu para Roma para encontrar o Santo Padre, foi também a primeira pessoa com deficiência a pegar um avião para chegar ao Santuário de Lourdes.

Sua fotografia com o Papa Francisco deu a volta ao mundo como um símbolo de atenção do Papa para com as pessoas portadoras de necessidades especiais.

Há alguns meses atrás ele escreveu ao Papa para saber se ele se lembrava de seu encontro. Papa Bergoglio respondeu, dizendo que o levava sempre em seu coração e também presenteou-o com um terço para rezar o rosário.

"Com Cece - diz Salvatore Pagliuca, presidente nacional da UNITALSI – parte um símbolo de nossa associação, uma pessoa maravilhosa com a qual todos nós aprendemos a considerar a deficiência como algo a mais e não como um peso. Recordamo-lo com carinho e expressamos nossa proximidade à sua família". 

Santo Alexandre do Egipto

Santo Alexandre nos apresenta um modelo de fé convicta que deve ser conhecida, amada, defendida e anunciada


Horizonte, 26 de Fevereiro de 2015 (Zenit.org) Fabiano Farias de Medeiros


Santo Alexandre nasceu em Alexandria no Egipto no ano 250 e sua profunda bondade, inteligência e firmeza na defesa da fé lhe conferiram não somente o bispado mais também prefigurar entre os grandes defensores da fé.

Alexandre foi eleito bispo da sede da Igreja em Alexandria no ano 312. Já contava sessenta anos e prezou em sua administração apostólica pela escolha e formação de homens que comprovassem suas virtudes para então seguir o caminho religioso. Iniciou os trabalhos de construção da Igreja de São Theonas, que havia sido patriarca de Alexandria, entre os anos de 282 e 300. A Igreja se tornou uma das maiores da cidade.

Nesta época se levantava uma grande heresia intitulada “arianismo”,  fundada por Ario, um presbítero de Alexandria. A sua doutrina baseava-se essencialmente no princípio da negação de Cristo como divindade. Santo Alexandre combateu fortemente o crescimento desta heresia vindo a convocar o Concílio de Alexandria no ano 321 onde mais de cem bispos participaram do primeiro sínodo e condenaram Ário e o expulsaram daquela região.

Ário fugiu para a Palestina, onde assegurou para si o apoio de Eusébio de Nicomédia. Ambos empreenderam grandes perseguições e violência contra os cristãos que eram contrários à heresia. Alexandre, então, juntamente com o imperador e o Papa, convocou o Concílio de Nicéia no ano de 325. Devido a sua idade já avançada, Santo Alexandre foi acompanhado pelo jovem e notável Atanásio que foi seu secretário no concílio. Diante da exposição de Ário os Padres Conciliares, percebendo a gravidade, decidiram redigir baseados no Credo baptismal da Igreja de Cesareia a profissão de fé hoje conhecida por nós como Credo NicenoConstantinopolitano.

Após o concílio Alexandre retornou à Alexandria e faleceu no dia 26 de Fevereiro do ano de 328, nomeando como seu sucessor o discípulo Atanásio.

Santo Alexandre nos apresenta um modelo de fé convicta que deve ser conhecida, amada, defendida e anunciada por ser um caminho certo para a nossa perfeita felicidade.

Música Velha inicia o ano de 2015 em grande

SMFOG - Música Velha | Newsletter #1/2015 | fevereiro


A SMFOG - Música Velha entrou em 2015 em grande, mantendo a qualidade e dinâmica a que habitou os Grandolenses durante o ano de 2014.

Prova disto foi o concerto de Ano Novo, realizado no Cine Granadeiro, no dia 31 de janeiro, que mais uma vez teve casa cheia. Este concerto surpreendeu todos os presentes, com a abertura do mesmo e com a qualidade dos temas interpretados. Outro motivo de satisfação e de orgulho para todos os Grandolenses foi o facto da Banda da Música Velha se ter apresentado em palco com 60 executantes e com uma nova farda, que veio substituir a anterior, que já contava 14 anos de utilização.


Dando continuidade ao sucesso do Concerto de Ano Novo, no passado dia 21 de fevereiro, a SMFOG em parceria com a CMG, organizou o concerto de Jazz Paulo Gaspar e Amigos – Tributo a Benny Goodman, no Cineteatro Grandolense.

Este concerto, que esgotou esta emblemática sala de espetáculos de Grândola, contigua às instalações da Música Velha, foi um momento único e pouco visto na nossa terra, ao qual a população respondeu entusiasticamente. O agrupamento, que prestou tributo a Benny Goodman e ao seu quarteto, era composto por Paulo Gaspar no clarinete, Bruno Santos na guitarra, Romeu Tristão no contra-baixo e João Rixo na bateria.

Pelo meio a SMFOG ainda teve tempo para:

  • Participar na despedida da Tocha da Paz, no final da sua passagem por Grândola, no dia 3 de fevereiro (ver fotos no FB):
  • Colaborar com a Ludoteca de Grândola, participando no seu desfile de Carnaval, que percorreu as principais ruas de Grândola no dia 16 de fevereiro (ver fotos no FB).

No próximo mês:

  • Baile de Finalistas da ESAIC
  • Assembleia Geral Ordinária