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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Santo Alberto de Jerusalém

"Reformulou um «percurso de vida», um espaço que torna capazes de viver uma espiritualidade totalmente orientada para Cristo", dizia o Papa Bento XVI


Horizonte, 25 de Setembro de 2014 (Zenit.org) Fabiano Farias de Medeiros


“Ele reformulou um «percurso de vida», um espaço que torna capazes de viver uma espiritualidade totalmente orientada para Cristo”, dizia o Papa Bento XVI acerca de Santo Alberto que foi o legislador da Ordem do Carmo. Alberto nasceu em Castel Gualtieri na Itália no ano de 1150 no seio da nobre família Avogrado. Sua educação foi sólida e virtuosa principalmente no campo das artes e direito, mas foi a vida religiosa que inflamou seu coração e por volta do ano 1880 ingressou no Convento dos Cónegos de Santo Agostinho de Santa Cruz de Mortara e pouco tempo depois foi eleito cónego do mesmo.

Em 1184 foi nomeado bispo de Bobbio, pequena província ao norte da Itália, sendo transferido para a diocese de Vercelli, a pedido do Papa Clemente III, onde passou vinte anos. Sua actuação foi muito vigorosa no campo da fé, caridade e também na dimensão social e política sendo por vezes indicado pela Santa Sé para estar à frente de questões e conciliações entre a Igreja e o Estado, determinante para a paz entre as cidades de Milão e Pavia no ano 1194 e Parma e Piacenza no ano 1199. No ano 1205 com a renúncia do patriarca de Jerusalém, Alberto foi nomeado para a função recebendo o apoio do Papa Inocêncio III que escreveu-lhe dizendo: “confiamos plenamente em ti para que nos representes inclusive nos mais difíceis assuntos”.

Alberto enfrentou tempos difíceis e grandes perseguições por parte dos árabes sarracenos que dominavam a região. Com mão forte ele fixou residência em Accon e empreendeu heróicos esforços em busca da paz e do resgate do cristianismo na região. A ele, o Papa Inocêncio atribuiu o mérito da Terra Santa não ter sucumbido sob o domínio dos sarracenos. Entre o ano 1206 e 1214, alguns ermitões do Carmelo, instalados em Jerusalém acorreram a Alberto pedindo-lhes conselhos e uma norma para sua vivência. Alberto escreveu a Regra de Vida dos carmelitas que foi posteriormente aprovada pelos papas Honório III, Gregório IX e Inocêncio IV.

Faleceu no dia 14 de Setembro de 1214 sendo assassinado a punhaladas por um professor que, por sua má conduta, havia sido denunciado e afastado de suas funções no Hospital em Accon. A festa de Santo Alberto é comemorada pelos carmelitas em 17 de Setembro mas segundo a última mudança no calendário litúrgico feita pela Igreja, a memória do santo passou para o dia 25.



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