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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Jesus só pode ser entendido se formos Cireneus

Durante a missa em Santa Marta, o Papa Francisco recordou que o verdadeiro seguimento de Cristo passa pela Cruz


Roma, 26 de Setembro de 2014 (Zenit.org) Luca Marcolivio


A figura evangélica do Cireneu (cf Lc 23,26) foi o ponto central da reflexão do Papa Francisco durante a missa em Santa Marta. Carregar a Cruz com Cristo, explicou o Pontífice no momento da homilia, significa pertencer a Ele e levar uma vida "verdadeira" e não "boa" apenas na aparência.

Em seguida, o Santo Padre reflectiu sobre o Evangelho de hoje, focando a verdadeira identidade de Jesus (cf Lc 9,18-22). O Mestre explica aos Doze, o seu destino: o processo dos escribas e sacerdotes, a tortura, a morte e a ressurreição. Os Apóstolos, no entanto, começando por Pedro, não entendem, ou melhor, rejeitam essa perspectiva de salvação pavimentada pelo sofrimento.

Cristo utiliza essa "pedagogia" para preparar os corações dos discípulos, os corações das pessoas, para que compreendam este mistério de Deus. Em resumo, o Papa explicou: "Não podemos entender Jesus Cristo Redentor, sem a cruz." Você pode pensar em um "grande profeta" ou um "santo", mas se excluirmos a Cruz não é possível compreender a natureza do Redentor.

E os discípulos não estavam realmente "preparados para compreendê-lo", porque eles não entenderam as "profecias", nem mesmo que era Ele o '"Cordeiro" destinado ao sacrifício.

Somente após a morte, a identidade de Jesus foi revelada em sua plenitude, como evidenciado pelas palavras do centurião presente na crucificação: "Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus" (Mc 15,24-39).

Aos poucos, Cristo abre o caminho para a compreensão e "prepara-nos para acompanhá-lo com as nossas cruzes em seu caminho para a redenção", como Ele fez com o Cireneu.

Em outras palavras, Ele "nos prepara para sermos Cireneus, para ajuda-lo a carregar a cruz", sem a qual nunca poderemos realmente levar uma "vida cristã".

A nossa "identidade cristã" deve ser "preservada" e isso não é um "mérito", mas um "caminho da perfeição"; é "pura graça", concluiu o Santo Padre. 

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