sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Informação do Núcleo Distrital de Beja da EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza 14-2014







Informação do Núcleo Distrital de Beja da EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza 13-2014 Sensibilização Escolar



Na sequência da reunião do passado dia 22 de Janeiro realizada no âmbito do Plano Local de Promoção da Acessibilidade para a divulgação da CAMPANHA DE SENSIBILIZAÇÃO ESCOLAR – PARA UMA NOVA CULTURA DE MOBILIDADE e no sentido de melhorar o conhecimento na área das acessibilidades, através da modelação de mentalidades, a partir dos mais novos, educando para intervenções mais amigas e integradoras, contamos com a vossa preciosa colaboração para a divulgação e participação das iniciativas organizadas pela Câmara Municipal de Beja. Dado o tamanho dos ficheiros que se pretendem disponibilizar foi disponibilizado via link – DROPBOX  toda a documentação referente a esta acção e, nomeadamente, os powerpoint que podem ser utilizados pelos professores para a sensibilidade dos alunos para a matéria em causa e que constam do seguinte:

- Documento sistematizador da campanha
- Cronograma
- Apresentação do dia 22
- Cartaz dos concursos
- Livrinho de Pintar
- Regulamentos dos Concursos
- Apresentações .ppt
   . Apresentação Escolas_Pré
   . Apresentação Escolas_1ºC
   . Apresentação Escolas 2º, 3ºC e Sec
- Biblografia
   . DL 163
   . Guia de Acessibilidade
   . Links úteis

Para aceder à informação deverão utilizar o seguinte link:

 



«Deus não morreu»: um aluno cristão enfrenta o seu professor ateu numa película para pensar

Que esconde o ódio anti Deus de alguns filósofos? 

A película reflecte bem a solidão do cristão em ambientes
dispostos a acomodar-se a uma ideologia que não tolera a discussão.
Actualizado 28 de Janeiro de 2014

C.L. / ReL

Josh é um jovem estudante cristão (leva sobre o peito uma cruz bem visível) que se inscreve nas aulas de filosofia que dá o professor Radisson. Trata-se de um ateu intolerante, e despótico como mestre, que utiliza a sua posição de superioridade para exigir aos seus alunos que subscrevam uma afirmação muito especial se querem passar a disciplina: Deus morreu.

Os companheiros de Josh mostram-se dispostos (acreditem em Deus ou não) com o fim de passar de curso. Mas o protagonista de God´s not dead [Deus não morreu] (pois assim se chama, significativamente, a película) nega-se a assinar: "Sou cristão", proclama com convicção ante Radisson.

A soberba do filósofo ateu vê-se assim confrontada com a firmeza do discípulo que (pensa ele) deveria ver, ouvir e calar e não rebelar-se. Radisson, vendo-se incapaz de prostrar a fé do rapaz, coloca-lhe um desafio: debater publicamente com ele sobre Deus ante o resto da aula. Se perde... Não passará a disciplina.

Josh aceita, e prepara-se então um autêntico duelo de inteligências, que se revelará como (também) um duelo de corações e de feridas. Porque, afinal, atrás da negação de Deus o que há quase sempre é um ódio a Deus por algo que, aos nossos olhos humanos, não deveria ter sucedido. 

Cinema cristão de qualidade: onda imparável
God´s not dead estreia-se em 21 de Março nos Estados Unidos e vem a unir-se a uma cada vez mais ampla lista de obras de cinema cristão de qualidade: de A Paixão de Mel Gibson (já um clássico) à iminente Filho de Deus, de A prova de fogo [Fireproof] à A força de honra [Corageous], de October Baby a Bella, da também iminente Gimme Shelter [Dá-me refúgio] a Cristero [For greater glory]. De inspiração católica umas ou evangélica outras, todas se traduzem em guiões que resultem basicamente aceitáveis para cristãos de qualquer confissão, de forma que o êxito de bilheteira reforce o potencial de um género que cada vez seduz mais produtores: quando não pelos princípios, sim pela provada rentabilidade da religião quando é adequadamente tratada pela Sétima Arte.

Baseada filosoficamente na obra do mesmo nome de Rice Broocks, Deus não morreu conta na direcção com um prometedor Harold Cronk, prémio a melhor director no Festival Internacional de Beverly Hills 2006. Para o professor escolheu o maduro Kevin Sorbo, muito conhecido na televisão norte-americana pelos seus papéis nas séries Hércules (em meados dos 90) e Andrómeda (no início do século) e com participação em diversas series já míticas como Cheers ou Xena. Na pele do jovem Josh introduz-se Shane Harper, actor, cantor e bailarino de 21 anos conhecido sobretudo da série Boa sorte, Charlie, onde interpreta o antigo noivo de Teddy, a filha mais velha dos Duncan.

A película é uma iniciativa (talvez a mais ambiciosa até agora) de Pure Flix Entertainment, uma produtora cristã que desde 2007 trabalha no cinema e a televisão "para transformar o espírito humano através de um entretenimento baseado em valores".

Razões para crer
No caso deste filme, se dão todos os ingredientes para consegui-lo, pois já o livro original aborda temas nucleares como o desenho inteligente, o evolucionismo, o problema do mal, as fontes da moralidade, historicidade de Jesus e da sua Ressurreição ou a sua condição de Filho de Deus, que é a essência de afirmação de Josh como cristão e o que de verdade irrita Radisson.

Alguns blogueiros católicos temem encontrar em Deus não morreu a típica contraposição protestante entre a razão e a fé. Talvez prevendo essa crítica, o citado Rice Broocks a suporta porque "trás razões para crer e confiança para tomar partido por Cristo numa sociedade secular", e segundo o presidente da American Family Association, Tim Wildmon, "reflecte como os cristãos e os grupos cristãos sofrem uma grave discriminação na maior parte das universidades actuais".

Como piscadelas à música e à televisão, na promoção de Deus não morreu participam o grupo de rock cristão Newsboys (com uma canção que leva o mesmo nome) e dois membros da celebérrima Dinastía Duck, um de cujos membros foi recentemente expulso do reality show por opor-se ao modo de vida gay.




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Os admiráveis testemunhos dos mártires do Caminho Neocatecumenal no genocídio do Ruanda







quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Encontrada parte da relíquia de João Paulo II roubada em Abruzzo

Ladrões indicaram o local, mas ampola contendo o sangue do beato não foi encontrada


Roma, 30 de Janeiro de 2014 (Zenit.org)


Dois jovens toxicodependentes de 23 e 24 anos são os autores do roubo da relíquia de João Paulo II, roubada na noite de sábado, do santuário de San Pietro della Ienca, na montanha do Gran Sasso.

Detidos pela polícia nesta manhã em Aquila, os dois jovens confessaram o crime e indicaram aos investigadores o local onde estariam a teca e o crucifixo.

Estaria tudo bem se não fosse pelo facto de que não foi encontrada a relíquia, ou seja, o frasco contendo uma peça de roupa encharcada com o sangue do Papa polaco, que foi doado à igreja pelo Cardeal Dziwisz em 2011.

Os dois jovens confessaram ter jogado a relíquia num matagal, porque entraram em pânico. A versão não convence os investigadores, que continuam as investigações e também a interrogar os jovens. Detidos por um assalto num autocarro, os toxicodependentes foram presos pelas suas próprias declarações que permitiram à polícia de Aquila relacionar o roubo da relíquia aos dois jovens. A polícia, portanto, continua em busca da ampola e está à procura de uma terceira pessoa, supostamente envolvida no roubo.

(Trad.:MEM)

"Defendam a identidade da Universidade de Notre Dame de quem quer diluí-la"

Papa recebe os membros do Conselho de Administração da Universidade de Indiana e os incentiva a um compromisso ainda maior de "discipulado missionário", que deve caracterizar todas as universidades católicas


Roma, 30 de Janeiro de 2014 (Zenit.org)


Desde 1842, ano de sua fundação pelo pe. Edward Sorin, da congregação da Santa Cruz, a Universidade de Notre Dame tem sido um dos baluartes da educação religiosa nos Estados Unidos, compromisso que a universidade agora perpetua na Itália com a abertura de uma nova sede em Roma.

Por ocasião dessa inauguração, o papa Francisco recebeu em audiência uma delegação do Conselho de Administração da instituição académica. O papa elogiou a "contribuição significativa" que a universidade tem dado ao longo dos anos para a Igreja norte-americana, "com o seu comprometimento na educação religiosa dos jovens e no ensino de um saber inspirado pela confiança na harmonia entre a fé e a razão na procura pela verdade e pela justiça".

A abertura da nova sede em Roma será, para muitos jovens estudantes italianos, a chance de entrar em contacto "com a singularidade das riquezas históricas, culturais e espirituais da Cidade Eterna", além de abrir as suas mentes e corações "para a continuidade admirável entre a fé dos santos Pedro e Paulo, a fé dos confessores e mártires de todas as épocas e a fé católica transmitida a eles em família, nas escolas e nas paróquias".

"A inspiração que guiou o pe. Edward Sorin e os primeiros religiosos da congregação da Santa Cruz ao instituírem a universidade permanece central" , ressaltou o pontífice, especialmente "nas novas circunstâncias do século XXI, com a identidade que distingue a universidade e o seu serviço à Igreja e à sociedade americana". Este serviço deve se reflectir no "discipulado missionário, que precisa se tornar evidente na vida das pessoas e no trabalho de cada instituição da Igreja", sobretudo nas universidades católicas, que, pela própria natureza, se comprometem a “mostrar a harmonia entre a fé e a razão e destacar a relevância da mensagem cristã para uma vida humana vivida em plenitude e com autenticidade”.

Por este motivo, é essencial o testemunho corajoso das universidades católicas no tocante aos ensinamentos morais da Igreja e à defesa da liberdade de apoiar esses ensinamentos, como proclamados com autoridade pelo magistério dos pastores da Igreja através das instituições formativas católicas.

Bergoglio fez votos de que a Universidade Notre Dame "continue a oferecer o seu testemunho indispensável e inequívoco deste aspecto fundamental da sua identidade católica, especialmente em face das tentativas de diluí-la". E encerrou: "Isso é importante: a identidade própria, tal como foi querida desde o início. Defendam-na, conservem-na, façam com que ela permaneça firme".

Encontro de Nova Iorque: a comunhão perpétua gerada nas pessoas pela fé

Novos testemunhos do evento que põe a pessoa humana no centro das atenções


Roma, 30 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) Anna Minghetti


Continuam surgindo novos testemunhos do evento que encantou o coração de Manhattan entre 17 e 19 de Janeiro, o Encontro de Nova Iorque, organizado pelo movimento Comunhão e Libertação e pelo Centro Cultural Crossroads.

Um dos testemunhos mais recentes é de uma jovem estudante italiana que está nos EUA há poucos meses para fazer seu doutorado em História da Arte. Voluntária na mostra "The Face of Jesus", que fez parte do Encontro e que foi dedicada à Sagrada Face, ela relata:

“Desde o primeiro momento, o que me impressionou mais foi o acolhimento das pessoas que trabalhavam lá. Eu vim sozinha da Itália depois das férias e encontrei imediatamente quem me ajudasse com orientações e até cuidasse da minha bagagem. Conheci pessoas de todo o país e de outros países, amigos interessados em mim e em qualquer outra pessoa que estivesse ali".

Como voluntária, ela conta: "Eu recebi os meus turnos de trabalho e os contactos para tirar as dúvidas que surgissem. Os responsáveis destacaram a importância do meu papel e me sugeriram as maneiras de fazer com que a minha contribuição fosse o mais frutífera possível. No começo, eu não estava muito convicta do trabalho que tinha que fazer, mas, vendo o empenho dos meus colegas e o assombro das pessoas que vieram visitar a exposição, o meu interesse pelo que eu estava explicando cresceu muito, e eu falava durante horas, todos os dias".

Entre outros aspectos que impactaram a jovem voluntária, ela cita a "variedade das iniciativas" e a "criatividade dos relatores", em perfeita sintonia com o lugar do evento. Um aspecto bem “americano” do evento foi a forma "brilhante, concisa e envolvente" de apresentar cada encontro, além dos inúmeros debates, como o realizado entre o teólogo Lorenzo Albacete e o cardeal Sean O'Malley, arcebispo de Boston, e entre o padre John Cameron, director da revista Magnificat, e Julián Carrón, presidente da Fraternidade da Comunhão e Libertação.

Falando sobre Lorenzo Albacete, a estudante italiana destaca a sua capacidade de manter viva a atenção do público graças, entre outros méritos, à fina ironia, "dando a impressão de se desviar da discussão para depois redireccioná-la aos pontos-chave. A mesma ironia também estava presente nas perguntas prementes que Cameron fazia a Carrón", e que não impediu a abordagem de pontos essenciais. Finalmente, a profundidade das sugestões de Carrón para que todos "sigam o desejo de viver cada momento com curiosidade, para encontrar uma resposta nas coisas que acontecem ao longo de cada dia: isso levará cada um a uma experiência revolucionária".

Resumindo a experiência do evento, a jovem afirma: "Eu vi formas diferentes de expressão, encantadoras, na busca e no seguimento do acontecimento cristão, como, por exemplo, nos corais que vieram de vários países do mundo, que celebravam o desejo de ver a beleza e a felicidade nas coisas. Eu diria que experimentei a criatividade e a possibilidade de comunhão eterna que a fé gera nas pessoas".

"O Líbano precisa de um presidente"

O patriarca Rai pede agilidade para a realização das eleições, que foram adiadas por causa da guerra na Síria, e critica os grupos que querem dividir o país


Roma, 30 de Janeiro de 2014 (Zenit.org)


Um novo presidente, a unidade do país e o respeito pela constituição: estas são as necessidades urgentes do Líbano, de acordo com o patriarca maronita Bechara Rai. O cardeal teme o caos político no país e, em entrevista concedida ontem ao jornal libanês As’Safir, pede que as eleições sejam realizadas o quanto antes, porque o seu adiamento “significa a morte”.

O País dos Cedros vive há quase oito meses um impasse político e um conflito entre xiitas e sunitas, provocado pela guerra na Síria. Nascidos com raízes políticas, os conflitos já produziram vários actos de violência em Trípoli, no norte do país, e na capital Beirute.

Na entrevista, Rai aponta o dedo para as pessoas que "querem dividir o país conforme o seu próprio ponto de vista em vez de contribuírem para a sua união". Em particular, o apelo do patriarca se dirige aos cristãos, que representam cerca de 40% da população e que, por causa do extremismo e da crise política, continuam emigrando para o exterior. "Os cristãos precisam desempenhar o seu papel no país e no mundo árabe. A Primavera Árabe só vai florescer através do Líbano". Para o cardeal, o mundo árabe está se fragmentando e os cristãos “não devem cair na armadilha do sectarismo, que os levaria ao total desaparecimento no Líbano e no Oriente Médio”.

Previstas para maio de 2013, as eleições parlamentares e presidenciais foram adiadas várias vezes nos últimos meses por causa da guerra na Síria e dos vetos dos dois blocos políticos que se contrapõem no país: a coligação 8 de Março, liderada pelo movimento xiita Hezbollah, juntamente com a Corrente Patriótica Livre do general maronita Michel Aoun, e a coligação 14 de Março, formada pelos líderes políticos sunitas e cristãos maronitas.

O actual presidente libanês é Michel Suleiman, eleito em 2008 após um acordo de mediação entre as várias facções políticas e religiosas.

Apoio internacional ao presidente do Equador por denunciar a ideologia de género

Em meio a ataques agressivos contra o presidente Rafael Correa, 49 associações de 20 países aplaudem as suas valentes declarações


Roma, 30 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) Ivan de Vargas


A associação espanhola “Profesionales por la Ética” promoveu, junto a entidades da sociedade civil de vários países, uma campanha internacional de apoio às "firmes e valentes declarações" do presidente do Equador, Rafael Correa, feitas no dia 28 de dezembro de 2013 sobre a ameaça da ideologia de género.

A directora de Assuntos Internacionais da “Profesionales por la Ética”, Leonor Tamayo, reconhece que, "apesar da sua militância socialista e dos seus posicionamentos questionáveis e controversos em outros temas, Correa demonstrou que o direito de todos à vida, à identidade sexual e à família natural não são questões de direita ou de esquerda, mas de bom senso e de respeito pela realidade das coisas".

Tamayo destaca que, embora os ataques contra Correa tenham sido muitos e muito agressivos por causa do seu pronunciamento, também houve relevante respaldo às suas declarações por parte de 49 associações de 20 países, que expressaram o sentimento de milhões de pessoas de todo o mundo. "A maior parte da população experimenta na vida e na comunidade o valor e o significado da vida e da família natural", considera a responsável da “Profesionales por la Ética”.

Há um mês, o presidente equatoriano usou o seu programa semanal de rádio e TV para denunciar a ideologia de género. Correa manifestou respeito pelas pessoas que defendem tais teorias, mas reprovou o facto de tentarem "impor as suas crenças a todos".

Os defensores da ideologia de género criticada por Correa dizem "que não existe homem nem mulher natural, que o sexo biológico não determina o homem e a mulher, que são as 'condições sociais' que determinam isso. E que cada um tem 'direito' à liberdade de escolher até mesmo se é homem ou mulher. Ora, por favor! Isso não resiste à menor análise crítica!", exclamou o chefe de Estado equatoriano.

"Não são teorias, é pura e simples ideologia, muitas vezes para justificar o modo de vida de quem cria essas ideologias. Nós os respeitamos como pessoas, mas não compartilhamos essas barbaridades", declarou ele.

Correa alertou contra o que chamou de “perigosíssima ideologia” e denunciou o doutrinamento que está acontecendo em muitas escolas: "Não tentem impor isso ao resto das pessoas, não imponham isso aos jovens, porque existe gente que está ensinando isso aos nossos jovens". O presidente também se declarou partidário da família natural, mesmo correndo o risco de parecer "cavernícola" e "conservador": "Eu acredito na família e acho que essa ideologia de género destrói a família convencional, que continua sendo e eu acho que continuará sendo a base da nossa sociedade", enfatizou.

Por último, Rafael Correa declarou que ser esquerdista não implica apoiar o aborto nem ser contra a família tradicional. "Isso é outra ‘invencionice’: essa ideia de que quem não apoia essas coisas não é de esquerda".

"Que história é essa de que alguém que não seja pró-aborto não é de esquerda?", perguntou. "Então, se Pinochet é a favor do aborto, ele é de esquerda? E se o Che Guevara era contra o aborto, então ele era de direita?". E encerrou afirmando que "essas questões são morais, não ideológicas".

Enquanto o presidente equatoriano já enxergou o perigo da ideologia de género, o Parlamento Europeu deve levar a votação nos próximos dias o chamado Relatório Lunacek, assim baptizado porque a sua promotora é a eurodeputada austríaca Ulrike Lunacek.

A iniciativa foi apresentada em Novembro passado à Comissão de Liberdades Civis, Justiça e Interior da Eurocâmara, que a admitiu para tramitação em 17 de dezembro e a enviou para a Mesa da Câmara.

O texto pretende estabelecer “uma estratégia europeia contra a homofobia e contra a discriminação por razões de orientação sexual e identidade de género”, diz a proposta, que advoga também por uma política de “tolerância zero” aos chamados “crimes de ódio”, entre os quais estão incluídos os ataques homofóbicos verbais ou físicos.

Suas principais propostas são o avanço na criação de uma política comum sobre os direitos da comunidade LGTB (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais) e o “uso máximo das competências da Comissão” para obrigar os países-membros da União Europeia (UE) a cumprirem a legislação do bloco no tocante à discriminação baseada em orientação sexual.

Ulrike Lunacek chamou de "estúpidos reaccionários" as centenas de milhares de europeus que se mobilizaram para pedir que os seus representantes na Eurocâmara votassem “não” ao Relatório Estrela, outra iniciativa, já derrotada, que promovia uma “harmonização legislativa” para estender o aborto livre e implantar nas escolas de toda a União Europeia uma educação que adoptasse os princípios da ideologia de género.

A derrota daquela proposta abortista irritou especialmente o lobby gay no Parlamento Europeu. Esse grupo de pressão dispõe até mesmo de um “cáucus” próprio, um agrupamento informal de eurodeputados de vários partidos que compartilham o compromisso com a implantação progressiva da agenda gay nas leis dos países-membros da UE.

Ulrike Lunacek, a promotora da moção que está prestes a ser votada no Parlamento Europeu, é uma destacada participante do cáucus gay e militante do feminismo radical.

Papa em Sta. Marta: Amar Cristo sem a Igreja é uma dicotomia absurda

Francisco na homilia desta quinta-feira explica os pilares da pertença eclesial: humildade, fidelidade e oração pela Igreja


Roma, 30 de Janeiro de 2014 (Zenit.org)


Francisco afirmou na homilia desta quinta-feira que “não entende um cristão sem Igreja”. Na missa celebrada nesta manhã, na capela da casa Santa Marta, o Papa indicou os três pilares do sentido de pertença eclesial: a humildade, a fidelidade e a oração pela Igreja.

Partindo, como nas homilias desta semana, da figura do rei David que nos é apresentada pelas leituras do dia como um homem que fala com o Senhor como um filho fala com seu pai e, mesmo quando recebe um não, aceita-o com alegria. David – sublinha o Papa-  tinha um “sentimento forte de pertença ao Povo de Deus”. E esta sua atitude – afirmou- faz-nos pensar sobre o nosso sentido de pertença à Igreja, o nosso sentir com a Igreja e na Igreja. Então, explicou o Santo Padre:

“O cristão não é um baptizado que recebe o Baptismo e depois segue o seu caminho. O primeiro fruto do Baptismo é fazer-te pertencer à Igreja, ao Povo de Deus. Não se entende um cristão sem Igreja. E por isto o grande Paulo VI diz que é uma dicotomia absurda amar Cristo sem a Igreja; escutar Jesus mas não a Igreja. Não se pode. É uma dicotomia absurda. Nós recebemos a mensagem evangélica na Igreja, e é nela que fazemos nossa santidade. O resto é pura fantasia, como dizia, uma dicotomia absurda”.

Deste modo, Francisco apontou que o “sensus ecclesiae” é justamente sentir, pensar e querer dentro da Igreja. Por isso recordou que há três pilares de pertença à Igreja, de sentir-se Igreja, e explicou cada um deles.

O primeiro é a humildade, ter a consciência de que estar dentro de uma comunidade é uma grande graça: “Uma pessoa que não é humilde, não pode sentir com a Igreja, sentirá aquilo que lhe agrada. E esta humildade que se vê em David: ‘Quem sou eu, Senhor Deus, e que coisa é a minha casa?’. Com aquela consciência que a história da salvação não começou comigo e não terminará quando eu morro. Não, é toda uma história da salvação: eu venho, o Senhor pega em ti, faz-te andar para a frente e depois chama-te e a história continua. A história da Igreja começou antes de nós e continuará depois de nós. Humildade: somos uma pequena parte de um grande povo, que vai pelo caminho do Senhor.”

Depois, o Papa citou o segundo pilar: fidelidade, que está “unida à obediência”. E afirmou: “Fidelidade à Igreja; fidelidade ao seu ensinamento; fidelidade ao Credo; fidelidade à doutrina, conservar esta doutrina. Humildade e fidelidade. Também Paulo VI nos recordava que nós recebemos a mensagem do Evangelho como um dom e devemos transmiti-lo como um dom, mas não como uma coisa nossa: é um dom recebido que damos. E nesta transmissão ser fieis. Porque nós recebemos e devemos dar um Evangelho que não é nosso, que é de Jesus e não devemos – dizia ele – ser proprietários do Evangelho, donos da doutrina recebida, para utiliza-la ao nosso prazer.”

Por fim, o Papa Francisco disse que o terceiro pilar é um serviço particular: “oração pela Igreja”. “Como vai a nossa oração pela Igreja? Nós rezamos pela Igreja? Na missa todos os dias, mas em casa, não? Quando rezamos?”- questionou o Santo Padre-. Por isso pediu “ao Senhor que nos ajude a ir por este caminho para aprofundarmos a nossa pertença e o nosso sentir com a Igreja”. 

(Adaptação MEM)

Quando acolhemos o Espírito Santo no nosso coração o próprio Cristo se torna presente em nós

Texto da catequese do Papa Francisco na audiência da quarta-feira


Roma, 30 de Janeiro de 2014 (Zenit.org)


Queridos irmãos e irmãs, bom dia,

Nesta terceira catequese sobre os Sacramentos, concentremo-nos na Confirmação ou Crisma, que é entendida em continuidade com o Baptismo, ao qual está ligada de modo inseparável. Estes dois sacramentos, junto com a Eucaristia, formam um único evento salvífico que se chama “iniciação cristã”, na qual somos inseridos em Jesus Cristo morto e ressuscitado e nos tornamos novas criaturas e membros da Igreja. Eis porque na origem estes três sacramentos se celebravam em um único momento, ao término do caminho catecumenal, normalmente na Vigília Pascal. Assim era selado o percurso de formação e de gradual inserção na comunidade cristã que poderia durar também alguns anos. Fazia-se passo a passo para chegar ao Baptismo, depois à Crisma e à Eucaristia.

Comumente fala-se de sacramento da “Crisma”, palavra que significa “unção”. E, de fato, através do óleo chamado “Sagrado Crisma” somos confirmados, no poder do Espírito, em Jesus Cristo, o qual é o único e verdadeiro “ungido”, o “Messias”, o Santo de Deus. O termo “Confirmação” recorda-nos então que este Sacramento leva a um crescimento da graça baptismal: une-nos mais firmemente a Cristo; cumpre a nossa ligação com a Igreja; dá-nos uma especial força do Espírito Santo para difundir e defender a fé, para confessar o nome de Cristo e para não nos envergonharmos nunca da sua cruz (cfr Catecismo da Igreja Católica, n. 1303).

Por isto é importante cuidar para que nossas crianças, nossos jovens, recebam este Sacramento.  Todos nós cuidamos para que sejam baptizados e isto é bom, mas talvez não cuidamos tanto para que recebam a Crisma. Deste modo, ficam no meio do caminho e não receberão o Espírito Santo, que é tão importante na vida cristã, porque nos dá a força para seguir adiante. Pensemos um pouco, cada um de nós: de fato temos a preocupação que as nossas crianças, os nossos jovens recebam a Crisma? É importante isto, é importante! E se vocês, em suas casas, têm crianças, jovens que ainda não a receberam e têm idade para recebê-la, façam tudo o possível para que esses terminem a iniciação cristã e recebam a força do Espírito Santo. É importante!

Naturalmente, é importante oferecer aos crismandos uma boa preparação, que deve buscar conduzi-los a uma adesão pessoal à fé em Cristo e a despertar neles o sentido de pertença à Igreja.

A Confirmação, como todo Sacramento, não é obra dos homens, mas de Deus, que cuida da nossa vida de modo a plasmar-nos à imagem e semelhança de seu Filho, para nos tornar capazes de amar como Ele. Ele o faz infundindo em nós o seu Espírito Santo, cuja acção permeia toda a pessoa e toda a vida, como reflectido pelos sete dons que a Tradição, à luz da Sagrada Escritura, sempre evidenciou. Estes sete dons: eu não quero perguntar a vocês se vocês se lembram dos sete dons. Talvez vocês todos o sabem…Mas os digo eu em nome de vocês. Quais são estes dons? Sabedoria, Inteligência, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade e Temor de Deus. E estes dons nos foram dados propriamente com o Espírito Santo no sacramento da Confirmação. A estes dons pretendo então dedicar as catequeses que seguirão àquelas sobre os Sacramentos.

Quando acolhemos o Espírito Santo no nosso coração e O deixamos agir, o próprio Cristo se torna presente em nós e toma forma na nossa vida; através de nós, será Ele o próprio Cristo a rezar, a perdoar, a infundir esperança e consolação, a servir os irmãos, a fazer-se próximo aos necessitados e aos últimos, a criar comunhão, a semear paz. Pensem em quão importante é isto: por meio do Espírito Santo, o próprio Cristo vem fazer tudo isso em meio a nós e por nós. Por isso é importante que as crianças e os jovens recebam o Sacramento da Crisma.

Queridos irmãos e irmãs, recordemo-nos de que recebemos a Confirmação! Todos nós! Recordemos antes de tudo para agradecer ao Senhor por este dom, e depois para pedir-lhe que nos ajude a viver como verdadeiros cristãos a caminhar sempre com alegria segundo o Espírito Santo que nos foi dado.

(Tradução Canção Nova / Jéssica Marçal)