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segunda-feira, 24 de junho de 2013

No tribunal, terminando o seu divórcio, ela viu «que ele estava enamorado de Jesus», e assim se salvaram

Um café, vida nova e voltar a começar
 

Actualizado 6 de Junho de 2013

ReL / Zenit

Durante a Vigília de Pentecostes em 18 de Maio, antes do encontro do Papa Francisco com os novos movimentos e comunidades, diversas pessoas deram testemunho do que Deus fazia na sua vida.

Um destes testemunhos, recolhido por Antonio Gaspari na agência Zenit, foi o de Alfonso e Betti Riccucci, um casal italiano que atravessou uma profunda crise de pares.

Casamento católico mas sem Jesus Cristo

"Alfonso e eu conhecemo-nos em 1983 e depois de três anos de namoro decidimos casar-nos. O único motivo é que estávamos enamorados", explica Betti. "O casamento celebrámo-lo na igreja, exclusivamente pelo lugar e a nenhum dos dois ocorreu-lhe convidar Jesus e a sua Mãe".

"Nem sequer o curso pré-matrimonial desenraizou a nossa convicção de que a escolha de um matrimónio pela igreja não tinha nada que ver com a fé".

Tiveram dois filhos, um menino e uma menina. E muitas ocupações que preenchiam o seu tempo: "o trabalho, o desporto, os encontros com os amigos, o cuidado excessivo do corpo para combater os sinais do tempo".

Notavam que lhes faltava algo, um vazio. Então ela não o sabia, mas hoje Betti entende que "eram buracos na alma que podem ser preenchidos só com o amor de Deus mas que cada um de nós tenta preencher com outras coisas".

"Já não te quero"

"Eu convenci-me de que a única solução para o nosso mal era ter mais filhos, mas com somente trinta anos encontrei-me com um diagnóstico médico irreversível, não podia ter mais filhos. Isto acentuou crises posteriores".

Em Janeiro de 2009 Betti declarou ao seu marido uma frase terrível: "já não te quero". E ele se foi de casa.

"Nos meses de separação vivemos em cidades diferentes e fizemo-nos muito dano em palavras e obras: nenhum podia perdoar ao outro por todo o não-amor recebido em 23 anos".

Cansado da vida
Alfonso recorda a desilusão, o sofrimento desses dias. "Eu tinha o desejo de que a minha vida acabasse quanto antes. Tinha perdido tudo o que mais queria e não tinha nenhuma esperança de encontrar a paz", explica o marido.

Foi nestas circunstâncias quando, graças a "alguns amigos que tinham decidido por as suas vidas nas mãos de Jesus", Alfonso se aproximou de Deus.

"Aprendi a perdoar e a rezar pela minha família perdida. Confiei à Virgem Betti e as crianças e encontrei a paz na amizade com Jesus. Descobri, ainda no sofrimento, a força e a beleza da vida", recorda este pai de família.

No tribunal, para romper de todo

Em Outubro desse 2009 encontraram-se nos tribunais para a sentença definitiva.

"O meu marido, discutindo com o seu advogado, disse que não queria ficar com nada, que me daria cada mês o que eu pedisse, oferecendo-se a ajudar-me em qualquer outra necessidade. Pensei que era uma estratégia para reconquistar-me. Saí do tribunal, ele saudou-me e se foi sem pedir nada em troca", recorda Betti.

"Então é amor" pensou ela, "porque o amor é assim, grátis".

"Parei-o e convidei-o a tomar um café para conhecer esse homem que me parecia ver pela primeira vez. Entendi que ele estava enamorado de Jesus e que Jesus lhe havia dado a vida de novo".

"Eu estava sem palavras", disse Betti. "Entretanto, eu também tinha começado um caminho de fé. Depois de ter falado e termo-nos descoberto como pessoas novas decidimos recorrer à atenção de uma sábia pessoa do movimento a que hoje pertencemos. Ele ajudou-nos a fazer luz sobre nós mesmos e recordou-nos que o matrimónio não é só uma promessa que fazem os noivos diante de Deus, mas sim é Deus mesmo que promete conceder a graça de amar como Ele.

"Voltámos a casa juntos e desde essa mesma noite o nosso matrimónio voltou a viver: hoje não deixámos de dar graças a Jesus. A quem devemos toda a nossa gratidão, o nosso amor, a nossa vida".

Em 14 de Setembro de 2011 apresentação da Santa Cruz, celebraram os 25 anos de matrimónio com uma cerimónia litúrgica na qual os convidados de honra eram precisamente Jesus e Maria.


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